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28/01/2015 08h16
Águas Virtuosas Futebol Clube (53) - Craques (6) - João Luiz Fernandes, craque em Minas e no Rio

Ilustração de abertura: João Luiz (de terno), como técnico do Águas Virtuosas, desfile de 7 setembro de 1949


SUMÁRIO


Introdução

Num post publicado aqui no GUIMAGUINHAS, fizemos este pequeno resumo biográfico de João Fernandes:

Natural de Lambari (16/08/1916), filho de Antônio Luiz Fernandes e Rita Luiza Gonçalves Fernandes, João Luiz é o caçula de onze irmãos (sete homens e quatro mulheres). Começou a trabalhar aos 10 anos como charreteiro, aos 17 foi para o Rio de Janeiro, onde exerceu diversos ofícios, o principal deles no ramo de cinemas. Retornou para Lambari em 1941, tendo aqui fundado o Bar Pinguím, que foi um importante espaço  de encontro social em nossa cidade (aqui). Atuou também no ramo imobiliário e foi atleta (e técnico) do Águas Virtuosas. Em 1948, foi eleito vereador. No início dos anos 1950, casou-se um "jovenzinha fluminense" (Dona Othonira) e retornou ao Rio de Janeiro, radicando-se na Zona Oeste (Campo Grande).  (aqui)

Pois bem, neste post vamos falar da carreira de João Luiz como jogador e técnico de futebol. Vamos lá.

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Atividades esportivas na juventude

Na juventude, João Fernandes desenvolveu-se fisicamente praticando equitação, natação e futebol. 

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Jogador de futebol em Nova Iguaçu, RJ (anos 1930)

Tendo passado algum tempo no Rio de Janeiro, onde foi trabalhar, ainda muito jovem (17 anos), João Luiz confessa em suas memórias que:

Após cerca de dois anos, senti que faltava alguma coisa para minha completa alegria: o futebol! Conversei sobre isto com meu irmão e ele decidiu: Vai trabalhar no Cinema Verde,  em Nova Iguaçu. Lá existem dois clubes de futebol. Não pensei duas vezes: um mês depois, já estava trabalhando no Cine Verde...

Logo fui aceito no Sport Clube Iguaçu, de futebol amador. Minha posição predileta era a de atacante, mas, como a vaga estava ocupada, deram-me a posição de zagueiro direito. (1)


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O centroavante quer fazer gols

Em Nova Iguaçu, João Fernandes continuou trabalhando no ramo de cinema e estudando, mas quanto ao futebol:

(...) Não fiquei satisfeito com a posição de zagueiro e acabei transferindo-me para o Filhos de Iguaçu F. C. (também amador). (...) Fui colocado no time reserva. O melhor goleador do time costumava fazer pelo um gol nos jogos. Eu fiz dois gols logo na primeira vez e passei a integrar o time principal. Daí em diante, minha carreira tornou-se um sucesso, chegava a fazer quatro, cinco gols por partida, meu nome e até minha foto figuravam frequentemente no jornal da cidade (A Crítica). Em 1940, conquistei medalha de ouro como "artilheiro-mor", no campeonato da A. I. E., com a marca de 32 gols. (2)


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Um convite do Fluminense FC

O flamenguista João Fernandes anotou também que

Recebi convite para ingressar como profissional no Fluminense, mas estava satisfeito como gerente do cinema [Cine Verde] e a reumuneração dos jogadores não era atraente como hoje. Preferi continuar como amador. Talvez, se fosse o Flamengo a tentação tivesse sido mais forte... (3)


Jogador de futebol em Lambari, MG (anos 1940)

Em 1942, João Fernandes retorna a Lambari, passando a desenvolver atividades empresariais e políticas, mas não deixou o futebol. De fato, como já registrado nestas páginas eletrônicas, João atuou longos anos como jogador e técnico do time do Águas Virtuosas. Confiram neste post (aqui).

Abaixo, alguns registros da passagem de João Fernandes pelo time do Águas:


Fotos

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Jogador Veterano em Campo Grande, RJ (anos 1950/80)

Em 1950, João Fernandes casa-se com uma fluminense, de Niterói  — D. Othonira Almeida. No ano seguinte, deixa Lambari e volta ao Rio de Janeiro, desta feita para Campo Grande, atuando, de sociedade com o sogro, no ramo de cinemas, e com extensa atividade social (Lions Clube, Campo Grande F. C.).

Mas a paixão pelo futebol corria nas veias. Sobre isso, D. Othonira (que terminou o registro das memórias de seu marido), registra:

Com funcionários do cinema e amigos comerciantes de origem portuguesa e libanesa, moradores em Campo Grande (lojas Magal, Tok e Luzes), João Luiz voltou a jogar futebol, esporadicamente, sem compromisso, apenas por lazer. Iria continuar a jogar futebol até os 72 anos de idade (1988), quando sentiu que não estava correspondendo mais ao seu nível de juventude. (4)

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Referências

(1) FERNANDES, João Luiz. Reminiscências de um Brasileiro do Século XX - Cidade das Águas VirtuosasLambari, MG : Gráfica Kirios, 2013, págs. 35/36 - (2) Id., ib., págs. 37/38 - (3) Id., ib., pág. 38 - (4) Id., ib., pág. 72.

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Veja também histórias sobre dois outros craques de futebol da familia "Fernandes", de Lambari, que atuaram pelo pelo time do Águas Virtuosas:


Publicado por Guimaguinhas em 28/01/2015 às 08h16
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