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26/05/2017 07h55
LITERATURA DE AGUINHAS (24) - Alaíde e Henriqueta Lisboa

SUMÁRIO


Apresentação

Da família Lisboa, nascidos em Águas Virtuosas de Lambary, muitos foram o que se distinguiram nas Academias e nas Letras, como os irmãos Henriqueta, Alaíde, José Carlos e seus sobrinhos Ana Elisa Gregori e Edmar Bacha.

Sobre eles, já escrevemos estes posts:

  • Uma família de escritores e poetas - aqui
  • Henriqueta Lisboa - uma aluna ilustre do Grupo João Bráulio - aqui
  • Lambari em versos (poesia de Henriqueta Lisboa) - aqui
  • Correspondência entre Henriqueta Lisboa e Mário de Andrade - aqui
  • O Palhaço - Henriqueta Lisboa - aqui
  • Alaíde Lisboa - Patronesse do Museu Américo Werneck - aqui

Hoje vamos fazer um resumo biográfico das irmãs Alaíde e Henriqueta Lisboa.

Vamos lá.

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Alaíde Lisboa de Oliveira (1905- 2007)

Política, professora e escritora.

Alaíde Lisboa de Oliveira  viveu a maior parte da sua 
longa vida na capital mineira, onde atuou em diversas frentes: exerceu 
carreira política, acadêmica e artística. Como escritora, publicou cerca
de 30 livros, entre ensaios da área de Educação, didáticos e 
literários.

Editora Peirópolis.


Nasceu em 22 de abril de 1905, em Lambari (MG), e faleceu em Belo Horizonte, em 2007. Filha de Maria Rita Vilhena Lisboa e do conselheiro João de Almeida Lisboa, fez o curso normal em Belo Horizonte, na Escola de Aperfeiçoamento Pedagógico de Minas Gerais. Ainda na Escola, conviveu com a educadora Helena Antipoff trazida para o Brasil graças ao empenho do professor José Lourenço de Oliveira, com quem Alaíde veio a casar-se, sendo Helena Antipoff madrinha do casamento. 

Doutorou-se em didática pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da qual se tornou catedrática por concurso público. Exerceu diversos cargos de direção na Universidade, sendo durante 13 anos diretora do Colégio de Aplicação da UFMG, vice-diretora da Faculdade de Educação, primeira coordenadora do mestrado de educação e, finalmente, professora emérita. Paralelamente à bem-sucedida vida universitária, teve intensa atuação política. Após a redemocratização do país, foi eleita vereadora em 1950, sendo a primeira mulher a ocupar este cargo em Belo Horizonte.

Reconhecida como importante personalidade da educação brasileira, Alaíde é membro da Academia Mineira de Letras, recebeu inúmeros prêmios e homenagens e publicou dezenas de livros. Sua obra, especialmente a Nova didática, foi qualiɹcada por Carlos Drummond de Andrade como “inovadora e criativa (…) um trabalho feito de experiência, reflexão e amor à tarefa, com apoio em um grande talento”. Escreveu, entre outros livros, Ensino de língua e literatura, Poesia na escola, Meu coração, Comunicação em prosa e verso, Educação e língua, Bonequinha preta, Gato que te quero gato, além de artigos para revistas e jornais.

Fontes: Câmara de Vereadores de Belo Horizonte; Entrevista concedida a Jovita LeviGrinja em 27.10.1999. 

Biografia extraída de: Dicionário de Mulheres do Brasil - De 1.500 até a atualidade - Schuma Schumaher e Érico Vital Brasil [Org] - Jorge Zahar Editor

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Site da FAE/UFMG sobre Alaíde Lisboa

FAE/UFMG - Biografia, obras, fotos, videos - aqui


Textos sobre Alaíde Lisboa e vídeos com entrevistas

  • Setenta e cinco anos da Bonequinha Preta - Site Literar - aqui
  • Alaíde Lisboa de Oliveira - Entrevista História de Vida - Centro de Estudos Mineiros - FAFICH/UFMG - 1999 - aqui
  • Entrevista - Canal MIS BH - passagens de sua vida como jornalista, escritora, educadora e a primeira vereadora da Câmara Municipal de Belo Horizonte - [Vídeo Youtube] - aqui
  • Entrevista - Programa Gente: sobre a vida, as mulheres, os sonhos e a esperança - [Vídeo Youtube] - aqui
  • Falecimento de Alaíde Lisboa - Site UFMG - aqui

Capas de livros de Alaíde Lisboa

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Henriqueta Lisboa (1904-85) 

Poetisa, professora e feminista. 

Henriqueta é autora de uma das obras poéticas mais representativas do século 20. Poeta de produção regular, publicou quase 20 livros de poesia entre 1925 e 1977. Sua produção também inclui ensaios, conferências e traduções. Menos conhecida que sua companheira de geração Cecília Meireles (1901-1964), Henriqueta desenvolveu uma poesia que tem pontos de contato com a de Cecília.  

Rosany Costa


Henriqueta Lisboa (1904-85) Poetisa, professora e feminista. Nasceu em Lambari (MG), em 1904. Filha de Maria Rita Vilhena Lisboa e de João de Almeida Lisboa, político de expressão na República Velha. Fez o curso primário no Grupo Escolar Dr. João Bráulio Júnior, transferindo-se, em 1915, para o Colégio Nossa Senhora do Sion, na cidade de Campanha (MG), onde estudou os clássicos da língua portuguesa e francesa. Em 1924, sua família mudou-se para o Rio de Janeiro, onde Henriqueta continuou os estudos, seguindo cursos de literatura e línguas. Em 1925, publicou seus primeiros poemas no livro Fogo fátuo; em 1929, o livro Enternecimento, que recebeu no ano seguinte o prêmio de poesia Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras. Em 1935 retornou para Minas Gerais, fixando-se em Belo Horizonte, e foi nomeada inspetora federal de ensino secundário. Em 1936, participou do III Congresso Feminista Nacional, como representante oficial das mulheres mineiras. Em 1943, tornou-se catedrática de Literatura Hispano-Americana da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Católica de Santa Maria. Entre 1940 e 1945, trocou intensa correspondência com o escritor Mário de Andrade. Em 1963, foi eleita membro do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais; foi também a primeira mulher a ser eleita para a Academia Mineira de Letras.

Entre outras distinções e homenagens que recebeu, destacam-se o prêmio de poesia Othon Bezerra de Melo, concedido pela Academia Mineira de Letras (1950), o título de Cidadã Honorária de Belo Horizonte (1969), o prêmio Presença da Itália no Brasil (1970), o Prêmio Brasília de Literatura, pelo conjunto de sua obra (1971), o prêmio de poesia da Associação Paulista dos Críticos de Arte (1976). Em 1979, ingressou na Academia Brasileira de Literatura Infantil e Juvenil, recebendo o Diploma de Mérito Poético, por decreto do governador do estado de MinasGerais. Várias obras suas foram vertidas para o francês e para o inglês. Faleceu em Belo Horizonte, a 9 de outubro de 1985.

Ao longo da sua produtiva carreira literária, Henriqueta Lisboa publicou ainda Prisioneira da noite (1941), A face lívida (1945), o ensaio Alphonsus de Guimaraens (1945), Flor da morte (1949), Madrinha da Lua (1952), os ensaios Convívio poético (1955), Lírica (1958), Montanha viva – Caraça (1959), a edição oficial de sua Antologia poética para a infância e juventude (1961), os ensaios Vigília poética (1968), Belo Horizonte bem querer (1972), O alvo humano (1973), Miradouro e outros poemas e Reverberações (1976), Celebração dos elementos – água, ar, fogo e terra (1977) e Casa de pedra (1979). 

Fontes: Abigail de Oliveira (org.), Querida Henriqueta – cartas de Mário de Andrade a Henriqueta Lisboa; Afrânio Coutinho, Enciclopédia de literatura brasileira; Paschoal Rangel, Essa mineiríssima Henriqueta. 

Biografia extraída de: Dicionário de Mulheres do Brasil - De 1.500 até a atualidade - Schuma Schumaher e Érico Vital Brasil [Org] - Jorge Zahar Editor

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Site da LETRAS UFMG com arquivos de Henriqueta Lisboa

HENRIQUETA LISBOA - LETRAS UFMG  - Vida, obra, correspondência e crítica literária -  aqui


Trabalhos acadêmicos sobre Henriqueta Lisboa

  • Henriqueta Lisboa - Rosanny Costa - Resumo crítico e poesias - aqui
  • Henriqueta Lisboa - Uma biografia intelectual - Constância Duarte-UFMMG - aqui
  • Crítica e recepção nos bastidores do arquivo literário [de Henriqueta Lisboa] Kelen Benfenatti Paiva - aqui

Capas de livros de Henriqueta Lisboa

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Fotos

Família Lisboa: João de Almeida Lisboa e Maria Rita de Vilhena Lisboa ladeados pelos filhos: João, José Carlos, Alaíde, Henriqueta, Oswaldo e Pedro

Henriqueta e irmãs: Alaíde, Abigail e Maria

Henriqueta Lisboa e amigas - Desfile em benefício do Grupo Escolar João Bráulio Jr. - Lambari, 1927(Reprodução: Revista Fon Fon, n. 18)

Exposição Henriqueta Lisboa - Banco do Brasil - Lambari, MG - 2006

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Referências

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Publicado por Guimaguinhas em 26/05/2017 às 07h55
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