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30/07/2013 13h46
Memórias de Aguinhas (13) - Os premiados Doces Teresa Viola

Conta Paulo Roberto Viola (1) que sua avó Teresa, que ficara viúva e com sete filhos para criar*, começou a fabricar doces cristalizados, no fundo de sua casa, que se situava dentro do Parque das Águas. Figos, goiabada cascão, doces de leite, pamonhas, milho verde e os disputados farnéis de frangos com farofa, para os veranistas que voltavam, de trem, para suas cidades de origem. (2)

Informa também o autor (pág. 96) sobre a existência de um quadro afixado na lojinha improvisada na sala de jantar da casa, que registrava o recebimento da Medalha de Ouro.

Eis o quadro, que era o orgulho de dona Teresa:

Diploma relativo

à 

Medalha de Ouro 

recebida pelo Doces de Fructas, de Thereza Grandinetti Viola, em 1934

A indústria de doces prosseguiu com a filha Aida Viola e seu marido José Prado de Carvalho. Seu Prado, como era conhecido, também trabalhou como maitre no Hotel Imperial e morou no casarão que era do hotel e posteriormente foi adquirido pelo meu avô (3). E eu, que frequentava muito a casa de meus avós, me lembro ainda hoje de Dona Aida e seus filhos montando as caixinhas de madeira para acondicionar os doces famosos. 

Os Doces Teresa Viola ficaram muito conhecidos e, nas férias, as encomendas de veranistas se multiplicavam. E, até poucos anos atrás, lá estavam Maria Teresa e Hugo, filhos de Aida e netos de Teresa Viola, comandando a lojinha de doces, ali na Rua Dr. Wadih Bacha, próximo da Caixa Econômica Federal (antiga Rua São Paulo).


(*) Maria Thereza Grandinetti casou-se com Salvatore Ottavio Viola e passou a assinar Thereza Grandinetti Viola. [Depois, passou a grafar Teresa.] O casal teve sete filhos: Paulo, Aida, Regina, Antônio, Orlando, Maria José e Carmen.  Faleceu em 1978. Em 1996, foi dado seu nome a uma das ruas de Lambari.

 Salvattore, Thereza e filhos, na escada do Cassino


Fonte: Paulo Roberto Viola.


(1) VIOLA, Paulo Roberto. Lambari, como eu gosto de você. Rio de Janeiro : Ed. Navona, 2002, págs. 95/97.

(2) Interessante notar que essa história de levar "frango com farofa" nas viagens de trem que retornavam de Lambari é confirmada pelo escritor Octácio Meira, no livro Memórias de quase ontem. Confira neste link: http://www.guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=37587

(3) Veja o post Hotel Imperial, neste link: http://www.guimaguinhas.prosaeverso.net/blog.php?idb=37406


Publicado por Guimaguinhas em 30/07/2013 às 13h46
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