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11/12/2017 20h16
MEMÓRIAS DE AGUINHAS - Cassino de Lambari - A obra-prima de Américo Werneck

Ilustração: Cassino de Lambari, detalhes da fachada. Fonte: Site IEPHA/MG


SUMÁRIO


Apresentação

Sobre o nosso Cassino já publicamos diversos posts, como estes:

  • O centenário Cassino de Lambari - aqui
  • Obras de Werneck - O Cassino de Lambari -  aqui
  • O Cassino de Lambari e a homenagem ao sol - aqui
  • O fechamento dos cassinos -  aqui

Neste post vamos comentar a reforma por que vem passando o Cassino de Lambari e sua destinação para instalação do Museu das Águas.

Confira.

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Werneck, um visionário

As “águas virtuosas” desabrocharam a povoação que se fez sobre as propriedades terapêuticas de suas fontes. A partir de 1909, iniciou-se uma nova fase para a antiga Águas Virtuosas.

A Lambari atual tem sua origem em 1909, fruto do sonho visionário de um homem, e do apoio do Estado, que viu na pequena estância hidromineral o potencial para se tornar o maior complexo de lazer do país, uma “Vichy” brasileira em nada inferior aos balneários europeus. O símbolo máximo deste sonho, o Cassino, imponente edifício que impressiona ainda hoje pela grandiosidade e beleza de suas linhas, domina a paisagem da pequena cidade. Este grandioso edifício, destinado a se tornar o maior templo da indústria de entretenimento do pais, símbolo da ousadia empreendedora do Dr. Américo Werneck, infelizmente não conheceu as glórias  sonhadas. No entanto, resistindo ás intempéries políticas e contendas humanas, chegou até nossos dias ainda em sua arrogante magnitude merecendo do povo mineiro o seu reconhecimento como patrimônio cultural do Estado.

Carlos Henrique Rangel (Historiador)


Transformar a acanhada Vila de Águas Virtuosas numa estância hidromineral moderna, capaz de concorrer com as melhores da Europa — o sonho de Américo Werneck foi longamente visionado por mais de 20 anos.

De fato, desde que chegara a Águas Virtuosas de Lambary, em 1889, começou a devanear essa possibilidade. E nos anos seguintes, empregou todos os seus recursos — o gênio criador, a formação técnica, a atividade parlamentar, os contatos políticos, o trânsito no mundo das letras, o relacionamento com a imprensa — na realização da maior de suas fantasias.

O sonho começou a ser realizado quando, com o apoio político e financeiro do Governo de Minas, nas figuras de Wenceslau Braz e Bueno Brandão [presidentes do Estado em 1909/10 e em 1908/09 e /1910/14, respectivamente], contratou a empresa carioca Poley & Ferreira para projetar as edificações e melhorias, transformando a vila modesta, por cerca de 2 anos, num formidável canteiro de obras.

Parte desses projetos foram inaugurados em 24 de abril de 1911, e entre eles a joia do conjunto imaginado por Werneck - o Cassino.


O Cassino do Lago

Com linhas arquitetônicas de um gosto apurado, de estilo barroco e neoclássico, o prédio ocupa uma área de 2.800 m2 e situa-se defronte a um lago artificial, que era iluminado por um farol e oferecia aos turistas legítimas gôndolas de Veneza para passeios.

Cassino é palavra originária do italiano casinó, com o mesmo significado: Casa ou lugar de reunião para jogos de azar, geralmente com espetáculos de música e dança. 


Frontão da fachada principal do Cassino de Lambari (Reprodução: estilonacional.com.br)


Era isso que se esperava fosse o nosso Cassino do Lago, a mais bela obra de todo o conjunto arquitetônico e paisagístico pensado  e construído por Américo Werneck.

Mas assim não se deu. Na verdade, no cassino de Lambari, os caça-níqueis, as roletas e as mesas de apostas só funcionaram na noite da inauguração, e assim mesmo de forma parcial, visto que havia equipamentos de jogos e diversões ainda incompletos e/ou não instalados, e problemas na iluminação do imóvel. E foi nesse estado que a obra foi inaugurada em 24 abril de 1911.

Pouco mais de um ano depois, isto é, em 16 de maio de 1912, quando Werneck arrendou ao Governo de Minas a estância de Águas Virtuosas, as obras e instalações do cassino ainda não tinham sido concluídas. E, a partir de 27 de junho de 1913, data em que teve início a discussão judicial do contrato de arrendamento citado, nada mais se fez nas décadas seguintes para completar o projeto original.

  • Sobre essa demanda célebre, conhecida por Questão Minas x Werneck, veja aqui e aqui.

Retomado em 1922 pelo Governo do Estado, o prédio passou pelas mãos de órgãos estaduais e da municipalidade. Nesse tempo, sofreu diversas reformas, que descaracterizaram áreas internas, mas mantiveram a originalidade da fachada. 

Atualmente, o prédio passa pela quinta reforma de sua história, uma reforma predial e restauração de seus interiores, e nele se pretende instalar o Museu das Águas. Confira:

  • A reforma do Cassino de Lambariaqui 
  • De Cassino a Museu - aqui
  • O Museu das Águas - aqui.

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Descrições do Cassino de Lambari

Veja algumas descrições do Cassino de Lambari:

  • O Cassino de Lambari - Nélson de Senna e Armindo Martins - aqui
  • Jornal O PAIZ, de 25 de abril de 1911 - aqui
  • Os interiores do Cassino - Francislei Lima da Silva - aqui
  • Site www.circuitodasaguasdeminas.com.br - aqui

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Reformas ao longo das décadas

Segundo o historiador Carlos Henrique Rangel [4], ao longo das décadas, o Cassino de Lambari passou por algumas reformas, a saber:

  • 1923 - Governo Raul Soares - obras de conservação e restauração dos serviços de água e luz elétrica (a)
  • Anos 1950 - realizada sob direção de Mary Vieira, responsável por grandes mudanças no prédio. (b)
  • Década de 1960 -  O Cassino, o Lago e o Parque da Águas foram incorporados ao patrimônio da Hidrominas – Águas Minerais de Minas Gerais S/A. Ainda nos anos 60, o prédio sofreu nova intervenção descaracterizante, agora no ano de 1963. (c)
  • 1980 - Foi assinado um convênio entre a Codeurb - Companha de Desenvolvimento Urbano, as Secretarias Estaduais de Planejamento, da Indústria e Comércio, a Turminas - Empresa Mineira de Turismo - e a Prefeitura Municipal de Lambari, para uma grande reforma do imóvel. (d)
  • 1986 - Em 1o. de março de 1986, a Prefeitura Municipal de Lambari recebeu em comodato da Hidrominas o prédio do Cassino. Esse contrato, com duração de 5 anos, estabeleceu que a prefeitura deveria conservar, construir e executar às suas expensas, a restauração do prédio. (e)
  • 1998 - Nesse ano, sob o controle da Comig – Companhia Mineradora de Minas Gerais (criada em setembro de 1994), o imóvel sofreu nova reforma, visando sua transformação em um centro de convenções. O plano porém não foi completado, e houve diversas intervenções inadequadas, como retirada de calhas de colhe e madeiramento e do vitrô oval (que, se supõe, representava papel importante na observação do solstício de verão*)

  • (a) MENSAGEM dirigida pelo Presidente do Estado, Raul Soares de Moura, ao Congresso Mineiro; 1923. Bello Horizonte, Imprensa Official, 1923. p. 141. 
  • (b) FOLHA DAS ÁGUAS, mai/jun. 1998. p. 8
  • (c) ESTADO DE MINAS. 31 AGO. 1980. 1º CAD. p. 6.
  • (d) Estado de Minas, Belo Horizonte, 2 set. 1980. p. 8. 
  • (e) COMIG. CASSINO P. 131. Contrato de Comodato do Cassino 1 março 1986.
  • (f) FOLHA DAS ÁGUAS, maio/jun. 1998. p. 8.

 

(*) Veja:  O Cassino de Lambari e a homenagem ao sol - aqui

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Diversos usos do Cassino de Lambari

Na sua longa vida de mais de 100 anos, o Cassino foi objeto de diversas ocupações e funções, a maioria fora do plano original, intercaladas por períodos de abandono e subutilização. Entre os usos dados a ele, podemos citar:

  • Utilização em solenidades, bailes, formaturas e atividades culturais e serviços sociais.
  • Instalação da Prefeitura e da Câmara.
  • Instalação da Secretaria de Turismo e Cultura, da Biblioteca Pública Municipal e do Museu Américo Werneck.
  • Instalação de parte do Fórum da cidade.

A todo esse descaso, deve-se juntar também um incêndio ocorrido em 2000, num dos cômodos do andar térreo, que consumiu inúmeros livros  ali guardados. Felizmente, o incêndio foi contido e não houve maiores danos ao imóvel. (Veja aqui)


O conjunto arquitetônico e paisagístico do Cassino

O Conjunto Arquitetônico e Paisagístico do Cassino de Lambari compreende o Lago Guanabara, o Farol e o Parque Wenceslau Braz.

Atualmente o prédio do Cassino é tombado como Patrimônio Histórico e Cultural pelo município (Decreto 1.059/2000) e pelo IEPHA-MG (Conselho Curador do IEPHA/MG em 14 de agosto de 2002).



Confira: Site do IEPHA-MG - Tombamento do Cassino - aqui


O Cassino no Guia de Bens Tombados do IEPHA/MG

O volume 2 do Guia de Bens Tombados, do IEPHA/MG, traz um belo texto de Ailton Santana sobre o nosso Cassino.

Confira nas págs. 129-32, neste link aqui


Reprodução: texto sobre o Cassino de Lambari, no Guia de Bens Tombado, vol. 2, do IEPHA/MG


O Museu Folclórico

Gustavo Barroso, professor, ensaísta e romancista, membro da Academia Brasileira de Letras, autor de mais de 120 livros de história, folclore, ficção, biografias, memórias, política, arqueologia, museologia, economia, crítica e ensaios, além de dicionário e poesia, frequentou Lambari durante décadas e aqui possuía o Retiro do Lago — sua casa de veraneio, a qual visitava 8 temporadas por ano.

Pois bem, em 1952, Barroso dirigiu carta ao então Governador de Minas, Juscelino Kubitschek, propondo a transformação do Cassino de Lambari em um Museu Folclórico, e oferecendo ajuda para tal desiderato.

Recorde-se que o conhecido museólogo possuía capacidade técnica e gerencial para auxiliar na concepção e execução do projeto, visto tanto seus estudos, ensaios, assessoria e prática na área de história, museologia e folclore, como sua experiência como fundador e diretor do Museu Histórico Nacional. Veja aqui

Confira esta carta na íntegra:


Cópia datilografada - Reprodução. Fonte: Acervo Gustavo Barroso

Rascunho manuscrito - Reprodução. Fonte: Acervo Gustavo Barroso

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Outros textos e referências sobre o Cassino de Lambari

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Referências

  1. http://www.estilonacional.com.br/web/?portfolio=antigo-cassino-em-lambari-mg
  2. http://www.varginhaonline.com.br
  3. http://www.iepha.mg.gov.br
  4. Carlos Henrique Rangel (Historiador) - Lambari: o município ea estância hidromineral - Histórico elaborado para o Processo de Tombamento do Conjunto Arquitetônico do Cassino de Lambari – IEPHA/MG.
  5. SILVA, Francislei Lima da. Os monumentos da água no Brasil, 2011, p. 85 - Disponível aqui
  6. Guia de Bens Tombado, vol. 2, do IEPHA/MG - Disponível aqui
  7. Jornal O Paiz - Edições 24 e 25 de abril de 1911 (bn.digital)
  8. Acervo Gustavo Barroso - Disponível em: http://mhn.museus.gov.br/

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Publicado por Guimaguinhas em 11/12/2017 às 20h16
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
 
09/12/2017 16h56
MEMÓRIAS DE AGUINHAS - Inauguração da "Vichy Brazileira" - 2a. parte

Ilustração:  Título da reportagem do jornal O Paiz, edição de 25 de abril de 1911 (Fonte: bn.digital)


SUMÁRIO


Apresentação

Como vimos postando na Série Américo Werneck, nosso primeiro prefeito foi o (re)fundador da Estância Hidromineral de Lambari, à vista do conjunto urbanístico por ele criado, que se mantém até nossos dias. Ou, como disse Armindo Martins, ele foi "o artífice de Lambari".

O conjunto de obras que inaugurou em 24 de abril de 1911, com a presença dos Presidentes da República e do Estado de Minas, além de outras personalidades, constitui um dos principais fatos históricos de nossa cidade. 

O evento foi coberto pelos principais órgãos de imprensa da época, e numa série de 2 posts estamos conhecendo a que foi feita pelo jornal O Paiz, do Rio de Janeiro.

Esta é a segunda parte. Vamos lá.


Veja também:

  • A 1a. parte desta Série - Inauguração da "Vichy Brazileira" - aqui
  • Série As obras de Werneck - aqui

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Lendo notícias de um jornal de 106 anos atrás...

Cara(o),

prepare-se para ler o  jornal O PAIZ que circulou numa segunda-feira, dia 25 de abril de 1911.

Ele traz uma completa reportagem sobre a inauguração das obras de Américo Werneck em Águas Virtuosas dE Lambary. Trata-se de uma reportagem histórica sobre um dos fatos mais notáveis da história de nossa cidade.

Na primeira página, o título grandiloquente diz:

ÁGUAS VIRTUOSAS

Uma obra considerável - Saneamento e embellezamento - Água e luz - O lago e o Casino - As festas de hontem

Naqueles dias, Belleza se escrevia com 2 eles, Casino com 1 esse só e hontem com agá. 

É uma viagem ao passado. Venha comigo.

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A reportagem do jornal O Paiz

Primeiro bloco - 3 colunas

Neste bloco, destacamos:

  • Informação de que a média variável da população de Águas Virtuosas de Lambary em 1911 era de 2.000 pessoas.
  • Inauguração de um serviço de água moderno, com canos de aço importados da Alemanha, utilizados pela primeira vez no Brasil.
  • Inauguração da usina de força e da iluminação da cidade.
  • Inauguração do holofote, que lançará sua luz sobre o lago e a cidade.
  • Inauguração do lago e do cassino, obras comparáveis à nova capital de Minas e à Avenida Central, naquela cidade.
  • Descrição da obra do lago (que se chamaria Lago Guanabara) e dos projetos inerentes a ele: embarcações, pesca, passeios, esportes etc.
  • Construção da barragem e cascata do lago, pontes de ferro e avenida em torno do lago.


Fotos

Vista do Cassino, lago, cascata e pontes de ferro, no dia da inauguração

Postal: Vista do Cassino e Parque Novo, no dia da inauguração

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Segundo bloco - 2 colunas

Neste bloco o destaque é para o magnífico Cassino: sua geografia, posicionamento, divisões, decoração, etc. Esta é uma das mais completas descrições do nosso Cassino.

Confira:

  • Geografia e posicionamento do Cassino: fachada posterior voltada para o lago, as laterais, para a futura estação férrea, de um lado, e de outro para o futuro Grande Hotel (ambos esses projetos não saíram do papel). E a fachada principal voltada para o Parque Novo e a Vila de Águas Virtuosas.
  • O Cassino é comparável aos melhores da Europa, pela sua beleza e perfeição.
  • Referências às linhas arquitetônicas, à divisão interna e ao luxo oriental de sua decoração.
  • Descrição da balaustrada fronteira, das rampas e das varandas laterais.
  • Descrição da escadaria da entrada e dos vestiários, donde se avança para o grande salão de festas do Cassino.
  • Descrição do grande salão: medidas, pavimentos (dois), varandas superiores, o nicho acústico e o palco, o piano.

 


Fotos

Vista aérea do monumental Cassino de Lambari (Reprodução: site Prefeitura Municipal de Lambari)

Cassino - fachada do lago. Reprodução internet

Fachada lateral do Cassino e plataforma futura Estação do trem (Reprodução.Fonte: Site IEPHA/MG)

Cassino - balaustrada fronteira. (Reprodução.Fonte: Site IEPHA/MG)

Cassino - Escadaria entrada e detalhes fachada principal (Reprodução.Fonte: Site IEPHA/MG)

Cassino - Salão nobre e sacadas (Reprodução.Fonte: Site IEPHA/MG)

Cassino - Vista das sacadas (Reprodução.Fonte: Site IEPHA/MG)

 

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Terceiro bloco - 2 colunas

Continua aqui a descrição do interior do Cassino.

Confira:

  • Descrição dos candelabros de bronze e de suas lâmpadas, dos estrados com cadeiras para as noites de baile.
  • Referências à decoração japonesa do Cassino: quadros sobre charão, pintados a ouro, com aspectos da paisagem japonesa, molduras de marfim e madrepérola com motivos de lendas orientais.
  • Referências aos reposteiros de seda e fio de ouro postos às portas das galerias e das corujas de marfim que as vigiam.
  • Descrição da área aos fundos do salão de festas: galeria com instalações sanitárias, alojamentos e escadas de acesso ao andar superior.
  • Descrição das varandas superiores.

  


Fotos

Quadros japoneses interior do Cassino

Cassino - Corredor interno (Reprodução.Fonte: Site IEPHA/MG)

Cassino - Antigo salão restaurante (Reprodução.Fonte: Site Fundação João Pinheiro)

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Quarto bloco - 2 colunas

Ainda o Cassino: mobiliário, decoração e toilletes.

Os objetos japoneses de decoração, verdadeiras obras de arte, foram encomendas diretamente no Japão e especificamente para o Cassino de Lambari.

Confira:

  • Descrição do mobiliário e decoração dos salões superiores: cadeiras luxuosas, porcelanas, leques e espelhos pintados com motivos japoneses, étagères de cerejeira.
  • Descrição do salão de toilette.
  • Descrição da ala dos homens: salão de bilhares e restaurante, cozinha, copa e instalações sanitárias.
  • Referências às salas de leitura e de fumantes.
  • Referência às varandas do terraço.

 


Fotos

Objetos do interior do Cassino

   

(1) Escarradeiras - (2) Caixa d'água inglesa de porcelana, painel da sala japonesa e caça níquel

Sofá, lustre e candelabro - (Reprodução.Fonte: Site Prefeitura Municipal de Lambari/Inventário Patrimônio Cultural de Lambari)

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Quinto bloco - 2 colunas

Aqui completa-se a descrição do terraço, e registra-se que essa descrição, feita em largos traços, está longe de mostrar a beleza dos detalhes da obra.

Confira:

  • As grandes varandas do terraço e os espaços para jogar o voltarete e o xadrez.

 


Fotos

Vista do segundo pavimento - (Reprodução. Fonte: Site Fundação João Pinheiro)

Vista segundo pavimento e do jardim interno - (Reprodução. Fonte: Site Fundação João Pinheiro)

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Referências


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Publicado por Guimaguinhas em 09/12/2017 às 16h56
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27/11/2017 22h34
ÁGUAS VIRTUOSAS FUTEBOL CLUBE - Uma entrevista com Celinho Zanata

Ilustração: Celinho Zanata e Guima, recordando os tempos em que jogaram pelo Juvenil do Águas Virtuosas


SUMÁRIO


Apresentação

Visitamos ontem o Célio Firmino, mais conhecido por Celinho Zanata, antigo companheiro de bola do Juvenil do Águas Virtuosas e do Vasquinho dos anos 1970. 

Já com a saúde recuperada, em sua casa, ao lado da mulher, filhos e neto, Celinho conversou com o site GUIMAGUINHAS e lembrou amigos do futebol — como Roberto, Xepinha, Ieié, Celinho Machado, Pedro Guela,  Chá, Tins, Delém, Tatá, Jaú, Zezé Gregatti — e jogos e lances de sua carreira. 

Célio, hoje com 65 anos, diz que o apelido de Zanata nada tem a ver com o seu clube do coração, que é o Santos. Na verdade, foi o Guinho Gregatti que, nos meados dos anos 1970, quem passou a chamá-lo pelo apelido. Num treino, durante a evolução de boa jogada, ele gritou: Vai Zanata! Vai Zanata! Esse é o nosso Zanata!

E o apelido ficou. Guinho, vascaíno doente, havia conferido ao Celinho Firmino o nome do grande meio-campista que se destacou no Flamengo e no Vasco da Gama, nos anos 70 — Carlos Roberto Zanata Amato, o Zanata.

Zanata jogou pelo Vasco entre 1973 e 1978, foi campeão brasileiro em 1974 e campeão carioca em 1977. Nos anos 1980, foi técnico do Vasco.

Reproduçaõ - Fonte: osgigantesdacolina.blogspot.com.br


Ao final da conversa, Firmino assinou a histórica camisa do Águas Virtuosas, na qual o GUIMAGUINHAS vem coletando assinaturas de jogadores que atuaram pelo clube, e que pretende expor num futuro local que venha a guardar a memória do clube.

Confira:

Celinho Zanata segurando a camisa do Águas, rubricada por ele


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Fotos

Juvenil do Águas, 1970: Ieié, Vaca, Adão, Guima, Zanata e Celinho. Agachados: Roberto, Xepinha, Zé Paulo, Pedro e Dílson.

Celinho Zanata no Vasquinho dos anos 1970. Na foto: Zezé Gregatti, Toninho, Zanata, Cafezinho, Adão, Dito e Fábio. Agachados: Zé Paulo, Picolé, Aluísio, Nêgo e Paulo Coutinho

Time do Vila Nova. Em pé: Emerson (Gandaia), Jaime, Zé Paulo (Vaca), Cafezinho, Pedro Guela, Celinho Zanata e Tonho. Agachados: Adalmir, Joãozinho, Tinz, Roberto e Loro.

Celinho Zanata, ao lado do Vaca e Celinho Machado, time da Água Mineral, disputando campeonato interno nos anos 1980

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Referências

  • http://osgigantesdacolina.blogspot.com.br
  • Arquivos do site GUIMAGUINHAS
  • Entrevista com Célio Firmino, em 28, nov, 2017

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Publicado por Guimaguinhas em 27/11/2017 às 22h34
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19/11/2017 07h36
AGUINHAS MUSICAL - A Fonte do Lambary - Ernesto Nazareth

Ilustração: Cópia da partitura original da polca A FONTE DO LAMBARY, composição de Ernesto Nazareth, de 1888


SUMÁRIO


Apresentação

Ernesto Nazareth, o grande compositor e pianista brasileiro (1863-1934), compôs em 1888 uma polca intitulada A Fonte do Lambary dedicada à Empresa de Águas do Lambary, concessionária à época da exploração das águas minerais de Águas Virtuosas de Lambary

Possivelmente essa peça musical foi encomendada como propaganda das águas de Lambary.



Essa dica foi dada ao GUIMAGUINHAS por Paulo Guerra, da Estação Mercado do Livro.

É a história que veremos a seguir, dentro da Série AGUINHAS MUSICAL (aqui).

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(Fonte: Ernesto Nazareth: o músico e as marcas. Alexandre Dias e Luiz Antonio de Almeida)


O músico e a propaganda das Águas de Lambary

No texto Ernesto Nazareth: o músico e as marcas, disponível no site Ernesto Nazareth 150 Anos, e que pode ser visto aqui, conta-se que Ernesto Nazareth 

revelou uma das mais significativas ligações autorais com a música de propaganda. 

E que é em Nazareth que 

possivelmente, vamos encontrar a melhor expressão da aproximação entre compositor de inequívoca qualidade musical e a música de propaganda, à qual dedicou seu talento.

Nesse gênero, Nazareth compôs cerca de 13 composições, sendo que sua primeira incursão em

composição musical cujo título da partitura está associado a marca comercial ocorreu em 1888, conforme informação localizada por Luiz Antonio de Almeida em jornal: trata-se de A Fonte do Lambary, polca para piano. Impressa na própria partitura consta a dedicatória: “Offerecida a Empresa das Aguas do Lambary”. Ainda que “offerecida” à empresa, não se pode descartar seu teor e potencial de exposição da marca. 



Os autores do texto prosseguem dizendo que, com fundamento no comentário de Luiz de Almeida, pode-se especular

uma origem para essa composição a partir de possível vínculo entre Ernesto Nazareth e a empresa Águas Lambary, cujo elo seria o estabelecimento Viúva Filippone. Ernesto Nazareth teve, na década de 1880, algumas de suas composições (Você Bem Sabe, Cruz, Perigo!, Não Caio N’Outra!!!, Não Me Fujas Assim e Beija Flor) editadas pela Imperial Imprensa de Música de Viúva Filippone (Viúva Filippone) e pela firma sucessora Viúva Filippone & Filha, com loja à Rua do Ouvidor 93, Rio de Janeiro. Aloysio de Alencar Pinto, em artigo sobre Ernesto Nazareth, informa, “como nota pitoresca”, que ao lado do comércio de música, o estabelecimento (Viúva Filippone) “tinha um depósito de todas as águas minerais legítimas”, e era “correspondente direto da Companhia de Vichy” (PINTO, 1963). Em função do relacionamento entre Nazareth e o estabelecimento Viúva Filippone, e pelo fato de esse ser o “Único depósito das Aguas Virtuosas de Lambary e de todas as Aguas Mineraes estrangeiras, como sejam Vichy, Seltz, etc. etc.” (conforme rodapé do Catálogo Flores do Baile Collecção das Quadrilhas, Polkas e Valsas Mais em Voga, do Imperial Estabelecimento de Músicas e Aguas Mineraes Vva. Filippone & Filha), é plausível supor uma encomenda de A Fonte do Lambary por intermediação da Viúva Filippone, ou da Viúva Filippone a Nazareth, como forma de agradar seu fornecedor, ao mesmo tempo que seria distribuída entre os fregueses das águas minerais. Suposições.

Teria sido a música intencionalmente composta como propaganda da Água de Lambary? Tenha sido oferecida ou dedicada à empresa a exibição do nome da marca no título da composição era de fato uma forma de divulgação:

Para quem recebesse, ou mesmo adquirisse, uma partitura com o nome de um produto ou estabelecimento, pode-se presumir que o fato da partitura ser “oferecida, pelo compositor, à empresa tal” ou ser “oferecida, ao comprador, pela empresa tal” seria um aspecto menos relevante. O que teria relevância era o título da partitura: A Fonte do Lambary – nome a ser lembrado. O fato de os proprietários da Empresa das Águas do Lambary eventualmente terem utilizado a partitura de Ernesto Nazareth como um brinde para distribuição entre seus fregueses tornaria mais explícita e contundente sua função comercial. Caso a partitura não tenha sido utilizada como brinde, ainda assim, de modo involuntário e não proposital, houve exposição da marca através da partitura. 

(Fonte: Ernesto Nazareth: o músico e as marcasAlexandre Dias e Luiz Antonio de Almeida)

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Partitura

A partitura (melodia e cifra)  pode ser vista nestes links:

  • Ernesto Nazareth 150 Anos - aqui
  • A Fonte do Lambary para violão e cavaquinho - aqui

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Vídeos

Veja no Youtube A Fonte do Lambary executada em piano e em e flauta:

  • Piano - Maria di Pasquale - Youtube - aqui
  • Flauta - Youtube - aqui

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Referências

  • https://ernestonazareth150anos.com.br
  • Ernesto Nazareth: o músico e as marcas. Alexandre Dias e Luiz Antonio de Almeida. Disponível aqui
  • Youtube
  • Wikipedia
  • http://www.choromusic.com.br
  • Paulo Guerro - Livraria Estação Mercado do Livro - aqui

 


Publicado por Guimaguinhas em 19/11/2017 às 07h36
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18/11/2017 06h42
Memórias de Aguinhas - Lançamento do livro AS ÁGUAS VIRTUOSAS DE LAMBARI E A DEVOÇÃO A N. S. SAÚDE

Ilustração: Capa do livreto em que figuram a imagem de N. S. da Saúde e as igrejas a ela dedicadas em Lambari, MG


SUMÁRIO


Apresentação

Foi realizado ontem na Estação Mercado do Livro, em Lambari, MG, o lançamento do livro AS ÁGUAS VIRTUOSAS DE LAMBARI E A DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA DA SAÚDE (aqui), que faz parte da COLETÂNEA ÁGUAS VIRTUOSAS DE LAMBARY, do site GUIMAGUINHAS, da qual já falamos aqui.



O evento se deu dentro da programação da II FLAVIR - FEIRA LITERÁRIA DE ÁGUAS VIRTUOSAS, promovida pela Livraria Estação Mercado do Livro, e  foi antecedido por uma palestra do autor sobre AS MEMÓRIAS DE ÁGUAS VIRTUOSAS DE LAMBARI.

Essas MEMÓRIAS trata-se do trabalho de resgate, troca de informações e compartilhamento de documentos e fotos que o autor promove mediante o site GUIMAGUINHAS e a coletânea de livros HISTÓRIAS DE AGUINHAS, que vem escrevendo sobre as memórias familiares e da cidade de Águas Virtuosas de Lambari, à qual ele dá o nome literário de AGUINHAS.



Na primeira parte, o autor falou sobre o site GUIMAGUINHAS: origem do nome, objetivos da página eletrônica, séries e posts mais acessados, colaboradores e outros temas de interesse. Na segunda, fez uma resenha do livreto AS ÁGUAS VIRTUOSAS DE LAMBARI E A DEVOÇÃO A NOSSA SENHORA DA SAÚDE

Além dos responsáveis pela II FLAVIR, estiveram prestigiando o lançamento do livro familiares e amigos do autor e moradores da cidade e turistas interessados no tema.

Após a exposição, houve uma boa participação dos ouvintes, com perguntas e trocas de ideias sobre as memórias da cidade de Lambari, seguida do sorteio de 2 livros.

No encerramento, os livros do autor, vendidos a preços promocionais, foram por ele autografados.


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Fotos do evento

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Vídeo e Apresentação PPT

  • O vídeo da palestra pode ser visto aqui.
  • E a apresentação PPT da palestra está aqui

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Outras informações

  • O autor agradece a colaboração da Paróquia de Lambari, especialmente ao Pároco Padre Marcos Menezes, e a todos os que forneceram elementos, informações e críticas para a elaboração do livro.
  • Os recursos com a venda do livro foram doados para obras sociais da Paróquia de Lambari.
  • Ficam registrados, também, nossos agradecimentos aos amigos da Estação Mercado do Livro e promotores da II FLAVIR.

Medalha conferida a Antônio Carlos Guimarães pela sua participação na II FLAVIR

  • O autor recebeu das mãos da artista plástica CIDA BHERING a medalha de honra abaixo, conferida pelos promotores da II FLAVIR

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Referências

  • www.facebook.com/estacaomercadodolivro/

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Publicado por Guimaguinhas em 18/11/2017 às 06h42
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