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O CEGO DE JERICÓ
 
         Não está escrito: Vós sois Deuses?  
Brilhe a vossa luz. 
(Palavras de JESUS, no Evangelho)

Os espiritualistas tomam a vida na terra do ponto de vista de um  processo de conscientização, ou seja, o ser humano vive para se conscientizar de sua imortalidade, de sua divindade, de sua destinação transcendental.

Como é evidente, esse processo é muito lento, e sujeito ao “desempenho pessoal”, quer dizer, à maneira como cada ser humano, como individualidade, lida consigo mesmo, com seus semelhantes, com a vida.

Nesse processo, uns amadurecem mais cedo, outros mais tarde; uns são mais perseverantes, outros mais displicentes; uns mais atilados, outros mais acomodados  donde a grande diversidade de caracteres, visto que a origem de cada de um nós é a mesma: DEUS.

Quando compreendermos e vivermos isso, veremos quantos problemas, quantas “doenças”, quantas “dificuldades psicológicas” podem ser vencidas, por nós mesmos.

Vejamos a passagem do “Cego de Jericó”, para ilustrar o que acima dissemos. Eis o texto do Evangelista Marcos, Cap. 10:
            46. Depois foram para Jericó. E, saindo Ele de Jericó com os seus discípulos e uma grande multidão, Bartimeu o cego, filho de Timeu,  estava assentado junto ao caminho, mendingando.
                47. E ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar e a dizer: Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim.
                48. Muitos o repreenderam para que se calasse, mas ele clamava cada vez mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim!
                49. E, Jesus, parando, disse que o chamassem; e chamaram o cego, dizendo-lhe: tem bom ânimo, levanta-te, que Ele te chama.
                50. E ele, lançando de si sua capa, levantou-se e foi ter com Jesus.
                51. E Jesus, falando, disse-lhe: Que queres que te faça? E o cego lhe disse: Mestre, que eu tenha vista.
                52. E Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E logo viu e seguiu a Jesus pelo caminho. 

BARTIMEU simboliza nossa caminhada evolutiva. Inicialmente,  sua situação (“sentado” à beira do caminho e “cego”) se assemelha ao nosso comportamento indiferente às Leis da Vida, aos chamamentos do Cristo. 

A “mendicância” simboliza o “comodismo” diante das dificuldades, próprias da vida na Terra. Mas “vendo” o Cristo passar e O “ouvindo”, saiu de sua inércia, de sua indiferença e clamou pelo Cristo. Esse gesto simboliza a  iniciativa própria, ou seja, o acionamento da vontade para buscar a “consciência de si mesmo”. Atuando, agindo, movimentando suas potencialidades (Sois Deuses, disse Jesus), Bartimeu clama: Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim.

É um primeiro passo, pois se reconhece “enfermo” e procura “ajuda”. Mas, veja-se que Bartimeu ainda espera que o Cristo lhe ajude e resolva o seu problema. Isso está expresso na frase: tem misericórdia de mim.

No entanto, muitos o repreendiam para que se calasse. Aqui está simbolizada nossas próprias dificuldades, a nossa “voz interna” ,e muitas “outras de fora”, a nos dizer insidiosamente — DESISTA. É um grande teste para nossa VONTADE, nossa PERSEVERANÇA. Nossos DESEJOS, nossas inclinações INFELIZES, muita vez nos tiram do bom caminho, ainda mais quando terceiros passam a nos induzir.
 
Mas, apesar de tudo, ele clamava cada vez mais. É a VONTADE, É A DETERMINAÇÃO, É A FÉ.

Jesus manda que o tragam à Sua presença. Veja-se que o Cristo não age diretamente: faz uso de intermediários para chegar a Bartimeu. Esses intermediários podemos ser todos nós, os que de boa-vontade divulgarem sua palavra e sobretudo a exemplificarem — os verdadeiros voluntários do Cristo e de sua mensagem. Somos “voluntários do Cristo” quando escutamos amorosamente um familiar, um amigo, um colega de trabalho, um desamparado, um necessitado onde quer que ele se encontre, como fez o Samaritano que acudiu o homem assaltado na beira da estrada, na famosa passagem do Bom Samaritano, no Evangelho.
 
E Jesus convida Bartimeu:  Levanta-te. Notem que o Mestre quer que Bartimeu aja, que movimente suas energias, que não receba simplesmente a ajuda.  Veja-se como nesse gesto de Jesus está a indicação perfeita para a ajuda aos outros: Não pode haver assistencialismo, não podemos simplesmente doar sem que o ajudado não faça sua contraparte. Precisamos valorizar o “ajudado”, promover-lhe como “ser humano” e não simplesmente “doar”, seja o que for: cesta básica, um pedaço de mão, um resto de comida, uma esmola. É claro que todo gesto de ajuda é importante, mas ele é muito mais significativo, para o “doador” e o “assistido”, quando vem acompanhado de algo mais...
 
Bartimeu levanta, joga de si sua capa, diz o texto Evangélico, a simbolizar uma ruptura com a antiga condição e uma nova postura diante da vida:  de pé, atuante, disposto a enfrentar as dificuldades. E Jesus lhe diz:  Que queres que te faça?

Nesse passo, temos o homem, Bartimeu, em pé, de frente ao Cristo, ou seja, no mesmo nível, sem “implorar misericórdia”, mas formulando um pedido objetivo, claro, confiante requisito essencial para a cura:  Mestre, que  eu tenha vista.
 
E a cura veio, mas com BARTIMEU como AGENTE DE SUA PRÓPRIA CURA, POIS DISSE JESUS: VAI, A TUA FÉ TE SALVOU.
 
NÃO FOI SOMENTE O PODER DE JESUS, MAS SOBRETUDO A “FÉ” DE BARTIMEU QUE PERMITIU A CURA. O simbolismo é extraordinário: Doente, cura-te a ti mesmo. Não há doenças, há doentes. Depende de nós o curarmos a nós mesmos.
(Adaptado de texto da médica Dra. Lígia Maria Pompeu (Capítulo O MESTRE NA SAÚDE, do livro PORQUE ADOECEMOS , Editora Fonte Viva, BH)
Imagem: Fonte - Wikipedia
Apresentação

 
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Guimaguinhas
Enviado por Guimaguinhas em 29/12/2014
Alterado em 13/03/2015
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