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Moisés abriu o caminho; Jesus continuou a obra; o Espiritismo a concluirá.
         (Um espirito israelita, Cap. I - Evangelho segundo o Espiritismo)

A Providência Divina

Na visão espirita,
 
Deus não apenas criou o céu e a terra, governa também tudo na Natureza, a qual é submissa a sua vontade.[1] Disso decorre o Providencialismo, que é a doutrina que vê na história uma ordem ou um plano providencial. É a confiança na ação da providência.[2] Nessa perspectiva, o Espiritismo também admite um fio condutor da história e do desenvolvimento evolutivo-espiritual da humanidade.[3] Mas num contexto cósmico, porque propugna que a evolução do Espírito é infinita e se faz tanto no mundo corporal como no mundo espiritual, e assim também em outros mundos e em outras dimensões. “Os Espíritos vivem não somente nas existências planetárias, como a nossa, mas no Espaço, ou seja nas amplidões do Infinito, em hipóstases do Universo que não podemos sequer chamar de regiões, pois na verdade não sabemos como são, que aspecto apresentam.”[4] 

Igualmente aos Espíritos, os mundos estão sujeitos à Lei do Progresso[5], e como “tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o Arcanjo”[6], o processo evolutivo dos Espíritos se dá numa “coletividade cósmica”, em que todos os mundos são solidários[7] e estão “ligados entre si pela rede das leis universais, pelas incessantes comunicações dos Espíritos através do Cosmos, pelas migrações individuais e coletivas dos seres...”[8]

[1] BORN, A. Van Den [Org.]. Dicionário Enciclopédico da Bíblia. Editora Vozes, Petrópolis, RJ, p. 1234.
[2] ABBAGNANO, Nicolau. Dicionário de Filosofia – Editora Mestre Jou, SP.
[3] LOBO, Ney. O Plano do Universo na Doutrina Espírita. In O Plano Social de Deus. FEB, Brasília, p. 19.
[4] PIRES, J. Herculano. Introdução à Filosofia Espírita. Paideia, SP, págs. 91/92.
[5] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, Questão 185.
[6] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, Questão 540.
[7] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, Questão 176.
[8] PIRES, J. Herculano. Introdução à Filosofia Espírita. Paideia, SP, p. 99.

Missão dos Espíritos
 
Os Espíritos puros são os Messias ou mensageiros de Deus para a transmissão e a execução de seus desígnios. Eles cumprem as grandes missões, presidem à formação dos mundos e à harmonia geral do Universo.[9]

Jesus estava animado do Espírito divino e foi o ser mais puro que já apareceu na Terra. Ele é o modelo e guia para o homem obter sua perfeição moral, e a doutrina que ele ensinou é a mais pura expressão da Lei de Deus. [10]

Mas as leis divinas não foram reveladas ao homem por Jesus, visto que Deus as escreveu por toda a parte, e todos que, em algum tempo anterior a Jesus, meditaram sobre a sabedoria puderam compreendê-las e ensiná-las. [11] Na verdade, Deus, em todos os tempos, sempre suscitou entre os homens “Espíritos superiores, encarnados com o fim de fazer progredir a humanidade.”[12]

[9] KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno, 1ª. Parte, Cap. III, 12.
[10] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, Questão 625.
[11] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, Questão 626.
[12] KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, Questão 622.

As revelações das leis divinas
 
A palavra revelação vem de revelar, do latim ‘revelare’, cuja raiz é ‘velum’, véu. Significa literalmente sair de sob o véu, e figuradamente: descobrir, fazer conhecer uma coisa secreta ou desconhecida. É também o ato ou efeito de revelar(-se).  

Entre os cristãos, significa a

 
ação divina que comunica aos homens os desígnios de Deus e a verdade que estes envolvem. São instruções espirituais vindas através de pessoas ditas escolhidas pela divindade, profetas e médiuns. Essas revelações não vêm pelo conhecimento de uma pessoa, mas da manifestação espiritual.

A seu turno, a Revelação Espírita tem origem humana (pesquisa da observação dos fatos) e divina (ditada pelos Espíritos). Ela veio testificar e confirmar a Revelação Cristã em sua essência, e explicar e desenvolver os ensinamentos de Jesus.
As três revelações do Cristianismo
 
Nessa perspectiva, de acordo com ensino dos Espíritos a Allan Kardec, a REVELAÇÃO CRISTÃ, no seu desenvolvimento histórico, realizou-se por meio de três agentes: MOISÉS, CRISTO e os ESPIRITOS SUPERIORES, estando seus ensinos consolidados, respectivamente, no ANTIGO TESTAMENTO, no NOVO TESTAMENTO e na CODIFICAÇÃO ESPÍRITA.

Como Governador Espiritual da Terra, Jesus presidiu a essas três revelações e continua velando pelos destinos do planeta. Com efeito, nos diz o escritor espírita Léon Denis:

 
“A passagem de Jesus pela Terra, seus ensinamentos e exemplos, deixaram traços indeléveis; sua influência se estenderá pelos séculos vindouros. Ainda hoje, ele preside aos destinos do globo em que viveu, amou, sofreu. Governador espiritual deste planeta, veio, com seu sacrifício, encarreirá-lo para a senda do bem...” [13]
 
[13] DENIS, Léon. Cristianismo e Espiritismo. FEB, Brasília, Cap. VI, p. 79.
Os marcos sublimes das três revelações

E, em resumo, podemos dizer que os momentos mais sublimes dessas três revelações são estes:
 

O Consolador Prometido

Consciente de que não pudera dizer tudo a seu tempo, e que muitos de seus ensinos seriam deturpados, Jesus promete o consolador. “O Espírito de Verdade, que o mundo ainda não conhece, por não estar maduro para o compreender, consolador que o Pai enviará para ensinar todas as coisas e para relembrar o que o Cristo há dito." [13]

Assim, o Espiritismo vem, na época predita, cumprir a promessa do Cristo: preside ao seu advento o Espírito de Verdade[14]. E é sob a direção oculta de Jesus e com o seu apoio “que se opera essa nova revelação, que, sob o nome de moderno espiritualismo, vem restabelecer sua doutrina, restituir aos homens o sentimento dos próprios deveres, o conhecimento de sua natureza e dos seus destinos.”[15]

[13] KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. FEB, Brasília, Cap. VI, 4, 1º. §.
[14] KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. FEB, Brasília, Cap. VI, 4, 2º. §.
[15] DENIS, Léon. Cristianismo e Espiritismo. FEB, Brasília, Cap. VI, p. 79.

A Civilização Cristã do Ocidente

Pois bem, os pontos examinados acima resultam no estudo A CIVILIZAÇÃO CRISTÃ DO OCIDENTE, resumido na apresentação em anexo (aqui), na qual:
 
examinamos o Espiritismo como desenvolvimento histórico e profético do Cristianismo, introduzindo, brevemente, aspectos da Criação e da Evolução Cósmica dos Espíritos e dos mundos, mostrando um esquema visual na linha do tempo das Três Revelações Espirituais, que moldaram a Civilização Cristã do Ocidente, e, finalmente, apresentando o contexto histórico em que as revelações se deram, seus pontos comuns e como uma revelação decorreu da anterior.
 

Mapa mental
 
Veja também o MAPA MENTAL que resume os principais pontos do estudo supramencionado: aqui

Referências

- CARACTERES DA REVELAÇÃO ESPÍRITA. In A Gênese, Cap. I – Allan Kardec – FEB, Brasília.
- NÃO VIM DESTRUIR A LEI, Cap. II; O CRISTO CONSOLADOR, Cap. VI. In O Evangelho Segundo o Espiritismo. Allan Kardec – FEB, Brasília.
O LIVRO DOS ESPÍRITOS COMO SEQUÊNCIA NATURAL DA BÍBLIA. In Visão Espírita da Bíblia. J. H. Pires – Correio Fraterno, S. B. Campo, SP.
- SEQUÊNCIA LÓGICA E NATURAL DAS TRÊS REVELAÇÕES CRISTÃS. In O Mistério do Bem e do Mal. J. H. Pires - Correio Fraterno, S. B. Campo, SP.


 
Guimaguinhas
Enviado por Guimaguinhas em 25/05/2015
Alterado em 26/05/2015
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