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05/02/2015 14h15
ABI - Recordações de um funcionário exemplar

SUMÁRIO


Introdução

Domingos do Espírito Santo (Jesuânia, 31/05/1925 — Lambari, 19/08/1999) ingressou nas Indústrias ABI, muito jovem ainda, no dia 31 de julho de 1941 como aprendiz de soldador, logo passando à função de soldador e dessoldador com liga de chumbo. A partir de 1963, tornou-se encarregado da seção de decapagem (1) e depois instrutor dessa mesma seção; mais tarde, tornou-se encarregado e instrutor da seção de inoxidáveis. 

Aposentou-se em 17 de outubro de 1972, mas continuou trabalhando, na própria ABI, até 1980. Depois, labutou ainda em pequena oficina montada nos fundos de sua casa. 

Neste post, vamos recordar aspectos da vida profissional e pessoal dele, de quem fui colega de ABI, no início dos anos 1970 (aqui).

Vamos lá.

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Um funcionário exemplar

Assíduo, criativo e dedicado ao trabalho e aos colegas, Domingos teve seu esforço reconhecido por todos, seja pela sincero companheirismo e amizade que cultivou com pares e superiores, seja pelos prêmios que merecidamente recebeu em razão de sua atividade profissional. 

De fato, ele inventou ferramentas (soldagem, estampação, gabaritos), renovou processos e instrumentos de trabalho (ganchos para estanhagem, nova solução química para decapagem de latões, processos de soldagem e esmerilhamento), tendo participado, também, da criação de produtos inovadores da ABI (equipamentos para laticínios) e de ferramentas para a IMASA [outra empresa do grupo], para a qual desenvolveu uma máquina de correção de palhetas de limpadores de para-brisas

Ainda hoje, companheiros de trabalho de Domingos, com quem conversei, lembram-se dele com respeito e saudade.

Seu dinamismo também deixou marcas na vida comunitária de nossa cidade. Sócio-fundador do Círculo de Trabalhadores Cristãos de Lambari e membro da Congregação Sagrado Coração de Jesus, participou de atividades religiosas e cívicas com dedicação e empenho. Por essas ações, recebeu honrarias do Rotary Clube e das Indústrias ABI e a sociedade lambariense deu o seu nome a uma rua do bairro Matadouro



Eu, de minha parte, ainda menino, trabalhando na Farmácia Santo Antônio, me lembro de seu Domingos passando por lá à busca de remédios — ou de uma prosa — com meu pai (Dé da Farmácia) ou meu tio João. Vinha sempre com sua velha bicicleta e um indefectível cigarrinho entre os dedos...

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Fotos

 

José cantuária , Jorge Muquem (irmão Domingos), Hélcio (filho de Domingos), Daniel Lemos, Kadimiel Canelhas. Agachados: Adilson Valeriano (sobrinho de Domingos), José Pacheco (compadre de Domingos) e Domingos do Espírito Santo, segurando uma peça da máquina batedeira de manteiga de aço inoxidável.


Domingos do Espírito Santo, José Pacheco, Tuioki Umesaki e Antônio Henrique da Cruz, examinando um estacionário inox para conservar leite.

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Prêmio

Em abril de 1966, à vista

do cuidado exemplar na rotina de sua missão [e em razão] de saber inovar seus processos de trabalho, com melhor rendimento na produtividade e real economia para a indústria (2)

recebeu um prêmio em dinheiro, que lhe foi entregue pelo craque Alcindo (Grêmio de Porto Alegre), em evento realizado nas dependências das Indústrias ABI.


Alcindo entrega a Domingos Espírito Santo o prêmio a que fez juz.

No fundo, podem ser vistos os craques Bellini (braços cruzados) e o rosto de Tostão. Em 1966, como se recorda, a Seleção Brasileira fez preparativos para a Copa da Inglaterra em nossa cidade.

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Operário Padrão

Em 1980, Domingos foi eleito Operário Padrão da ABI, e concorreu ao título estadual, em Belo Horizonte, com mais 64  trabalhadores. Nos documentos de sua indicação constou o seguinte:



Boletim da Fiemg (maio de 1980)

Fonte: Informativo da FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS, Maio de 1980.

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Casamento e filhos

Domingos casou-se com Benedita Ribeiro do Espírito Santo em 30 de outubro de 1946. O casal teve 3 filhos: Hélcio, Edna, Berenice, e uma filha de criação (Vicentina).

Domingos e Benedita, no aniversário de 50 anos de casamento.

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(1) Decapagem: consistia na "queima" de peças de chapas de aço (latões, baldes, etc.) e posterior imersão desses vasilhames em solução de ácido sulfúrico (13 a 16%) para posterior estanhagem.

Decapar é fazer desaparecer a camada de óxido que reveste um metal. Estanhar é recobrir com estanho. Esse processo foi posteriormente abandonado, dando lugar a vasilhames de aço inoxidável e de plástico. 

(2) Carta datada de 16/04/1966, assinada por Ferdinando L. Belandi, Diretor Presidente da ABI.


Agradecemos a Hélcio do Espírito Santo pelas informações e fotos utilizados neste post.


Índice da Série ABI

ABI - A indústria e o time de futebol

ABI - Pequeno histórico do time da GRABI

ABI - Uma história de 100 anos

Eventos históricos


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Publicado por Guimaguinhas em 05/02/2015 às 14h15
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