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26/09/2018 09h08
LITERATURA DE AGUINHAS (25) Instalação do Clube de Leitura (CLÊ) Lucas Guimaraens

Ilustração: Recorte capa do livro de poemas Exílio - o lago das incertezas, de Lucas Guimaraens, Relicário Edições, BH, 2018


SUMÁRIO


Apresentação

LAMBARI, a cidade das Águas Virtuosas, viveu, no último sábado, dia 22 de setembro, uma belíssima tarde de poetas mineiros, poemas universais e amantes da poesia e do livro.

Com a presença do poeta Lucas Guimaraens, o evento ocorreu na Fundação Cultural Vagão 98 para a

  • Inauguração dos Clubes de Leitura do Circuito das Águas Sul-Mineiro (Lambari, Cambuquira, Caxambu, São Lourenço) e a
  • Instalação do Clube de Leitura (CLÊ) Lucas Guimaraens/Sul de Minas


Segundo o coletivo Polígono Sul-Mineiro do Livro - Sul de Minas (PSML), promotor do evento, com a instalação desse Clube de Leitura (CLÊ) - Lucas Guimaraens objetiva-se

reunir os clubes já existentes e dedicados a Lucas Guimaraens e aos Guimaraens em nossas localidades (cidades e distritos) sul-mineiros, outros leitores esparsos e demais interessados.

Uma iniciativa que ocorre em tempo e espaço privilegiados. Num momento de abertura da nossa tradicional e bissecular Primavera Poética Sul-Mineira; num ano em que estamos folheando os 100 Anos de Nascimento de Alphonsus de Guimaraens Filho, em mais uma edição do projeto de leitura CalendaAutor; nos organizando para mais uma edição de outro projeto de leitura, o CalendaObra, em 2019, com os 100 Anos da Visita de Mário de Andrade a Alphonsus de Guimaraens, ambos integrantes do programa de leitura denominado PontEscadas Sul-Mineiras de Leitura Literária. E ainda nos preparativos para uma sesquicentenária festa alphonsina, em 2020.


Pois bem, abaixo vai pequeno resumo desse encontro.


 

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O evento

O programa possibilitou uma tarde agradável para os amantes do livro e da poesia da região sul mineira. 

Conhecer a formação e a poesia de Lucas Guimaraens, bem como aspectos de sua vida profissional, cultural e literária — como também sua rica ascendência literária dos Guimaraens, de Portugal até as montanhas de Minas —, foi uma oportunidade ímpar para nós leitores do Circuito das Águas.

Parabéns aos responsáveis pela realização do evento.


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A programação

A programação cobriu pontos essenciais da vida e da obra literária do homenageado, e aspectos importantes do leitor e das políticas e instrumentos de leituras na região sul do Estado.


ABERTURA

Vozes nas Esquinas das nossas Serras e Rios: Mantiqueira/Grande, Canastra/Chico, Mar/Paraíba do Sul, Espinhaço/Doce - Vários Participantes

Maurílio Dias e Samuel Andrade, músicos e professores de música, de Campanha, interpretaram canções que remetiam à memória afetiva de Lucas Guimaraens — autores com quem trabalhou, parceiros de poesias e amigos artistas: Roberto Carlos, Fernando Brandt, Mílton Nascimento, entre outros.

Antes da abertura do evento, música de qualidade


"Seja Bem-Vindo Sul-Mineiro" a Lucas Guimarães - Equipe da Livraria Estação Mercado do Livro

Saudado pela equipe da Estação Mercado do Livro, Lucas Guimaraens agradeceu com humildade e emoção aos promotores e aos leitores que prestigiaram o evento.

Em sua fala, lembrou que Águas Virtuosas de Lambari, escolhida para sediar esse encontro e o Clube de Leitura (CLÊ) - Lucas Guimaraens - Sul de Minas, é uma cidade literária.

De fato, 

A literária Lambari ... há cerca de dois séculos já registrava agenda cultural e literária, com as reuniões que ocorriam nas Sociedades Políticas e Literárias que proliferaram pela Província de Minas Gerais, durante as Regências, como é o caso da Sociedade Defensora da Liberdade e Independência Nacional, na localidade da Capela de Lambary da Vila da Campanha, com início das atividades em 1835, conforme documentos do Arquivo Público Mineiro, de acervos particulares e relatos orais dos descendentes dos participantes, hoje nossos ativos mobilizadores. Eram os clubes de leitura da época, tempos e espaços em que aconteciam as setecentistas práticas dos "saraus, tertúlias, convescotes", além das inovações oitocentistas, as concorridas "palestras".                                                               

(Fonte: PSML, citado acima.)


E, bem assim, Lambari é terra de poetas, escritores e intelectuais da Família Lisboa — Henriqueta, Alaíde, João Carlos, Maria Elisa e Edmar Bacha. 


Lambari foi também a cidade que Basílio de Magalhães escolheu para passar os últimos anos de sua vida, cuja Biblioteca Pública Municipal leva o seu nome e à qual ele doou seu riquíssimo acervo de mais de 3.000 volumes.

Recorde-se que Henriqueta Lisboa e Basílio de Magalhães foram grandes divulgadores da obra de Alphonsus de Guimaraens e dos Guimaraens, entre nós sul-mineiros.

Basílio de Magalhães, aliás, fez em Lambari uma conferência sobre Alphonsus de Guimarães, como registra a obra abaixo, na pág. 31:

A.G.G. - Coleção Alphonsus de Guimarães Filho


Lucas mostrando o número especial do Suplemento Literário de Minas Gerais, que homenageia seu avô, o poeta Alphonsus de Guimaraens Filho.

Ao final, os presentes ganharam um exemplar dessa revista. 

O Suplemento Literário de Minas Gerais foi organizado pelo escritor sul-mineiro Murilo Rubião, nascido em Carmo de Minas.

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DESCERRAMENTO DA MINIPLACA

Descerramento da Miniplaca "Clube de Leitura (CLÊ) Lucas Guimaraens - Sul de Minas" - Lucas Guimaraens

Descerramento da miniplaca do CLÊ - Lucas Guimaraens. Na foto, em primeiro plano, o homenageado e Maria Helena Penteado, do PSML


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DE PORTUGAL E ESPANHA ÀS MONTANHAS DE MINAS

Dos Afonsos e Alfonsos de Portugal e Espanha aos Afonsos e Alphonsus de Minas até Lucas Guimaraens - Cláudia Godinho

Cláudia Godinho, bibliotecária de São Lourenço e integrante do PSML, narra pequena história dos literários Guimaraens

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POLÍTICAS PÚBLICAS CULTURAIS

O encontro das políticas públicas culturais (ProLer/PNLE/PNLL/PELLLB-MKG/PMLLELBs) e a mobilização sociocultural regional (Coletivo Polígono Sul-Mineiro do Livro) - Maria Helena Penteado

Maria Helena Penteado, de Guaxupé, representante do Polígono Sul-Mineiro do Livro, fala das políticas públicas culturais

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A REDE SUL-MINEIRA DE CLUBES DE LEITURA

A Rede Sul-Mineira de Clubes de Leitura (CLÊ-Sul de Minas) e o Clube de Leitura (CLÊ) Lucas Guimaraens - Sul de Minas - Sandra Vidal

Sandra Vidal, de Caxambu, bibliotecária e integrante do PSML, explana o seu tema

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PALESTRAS E CONVERSAS CAMPANHENSES

Da "Palestra Campanhense" à "Conversa Campanhense" até a "Conversa Macanuda": nosso patrimônio, modo de contação de histórias e estratégia de mediação de leituras no Sul de Minas - Priscila Moraes

A professora Priscila Moraes, de Guaxupé, integrante do PSML, explica o que é e como surgiu a Conversa Macanuda

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CONVERSA MACANUDA: LUCAS GUIMARAES E SEUS LEITORES

Sessão de "Conversa Macanuda" entre Lucas Guimaraens e seus leitores sul-mineiros: o processo de criação, publicação, circulação e fruição - Vários participantes

Macanudo é termo do espanhol, com o sentido de grande, excelente. Na linguagem popular gaúcha, diz-se macanudo de pessoa poderosa, respeitável pela força, prestígio, inteligência etc. Em suma, é uma expressão que transmite aprovação, alegria, admiração. 

Conversa macanuda é, pois, uma conversa franca, legal, bacana, como a que Lucas Guimaraens e seus leitores sul-mineiros exercitaram nesse passo do evento.

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SARAU POÉTICO

Sarau-do/com/sobre/para Lucas Guimaraens - "Dar Voz às Vozes": 'Onde' está a 'poeira, pixel, poesia' do 'Exílio' '33,333'?- Vários participantes

Poesias de Lucas Guimaraens, dos livros Exílio e 33,333, foram escolhidas e lidas por algumas pessoas presentes.

Entre os poemas estavam: Oftalmológico, O carnaval, Olhos e Claramente.

 

 

 

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AUTÓGRAFOS

Encerramento - Sessão de Autógrafos

Após o encerramento, no espaço da livraria, Lucas Guimaraens, sempre dado e amável, autografou seus livros.

Lucas Guimaraens autografando seus livros

O autógrafo de Lucas Guimaraens para este autor

  • Veja no Youtube o Booktrailer Lucas Guimaraens - Livro Exílio - Poema "Olhos" - aqui

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VIOLA CAIPIRA

Sarau de Viola e Literatura - Vozes da Mantiqueira e Grande para Lucas Guimaraens - Rosmarie e Decio Zylberstajn - Duo de viola cabocla e voz 'Vereda Violeira'

Rosmarie e Decio Zylberstajn e as violas caboclas

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O poeta Lucas Guimaraens

Conheça quem é o poeta Lucas Guimaraens


Sobre o livro 33,333 - Conexões bilaterais, veja:

  • Livro mostra conexões entre telas e poemas - aqui

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Pequena memória literária dos Guimaraens

Os Alphonsus de Guimaraens remontam aos Afonsos e Alfonsos de Portugal e Espanha, como dissertou Cláudia Godinho. No Brasil, têm parentesco com Bernardo Guimarães (1825-1884).

Alphonsus de Guimaraens (1870-1921) é sobrinho-neto de Bernardo Guimarães, pai do escritor João Alphonsus (1901-1944) e do poeta Alphonsus de Guimaraens Filho (1918-2008) e avô do poeta Afonso Henriques, Neto (1944).

Lucas Guimaraens (1979) é bisneto do primeiro, sobrinho-neto do segundo, neto do terceiro e sobrinho deste último.


 

Bernardo Guimarães e Alphonsus de Guimaraens

 

João Alphonsus e Alphonsus de Guimaraens Filho

 

 Afonso Henriques, Neto e Lucas Guimaraens


Bernardo Guimarães foi poeta e romancista, destacando-se A escrava Isaura como sua obra mais importante. Por escolha de Raimundo Correia, ele é o patrono da cadeira n. 5 da Academia Brasileira de Letras. Sua produção poética conhecida foi reunida em Poesias completas de Bernardo Guimarães, organização, introdução, cronologia e notas de Alphonsus de Guimaraens Filho, edição do Ministério da Educação e Cultura/Instituto Nacional do Livro (1959).


 O DESTINO DE ISAURA

Agora nos é indispensável abandonar por alguns instantes Isaura em sua penível situação diante de seu dissoluto e bárbaro senhor para informarmos o leitor sobre o que ocorrera no seio daquela pequena família, e em que ficaram os negócios da casa, depois que a notícia da morte do comendador, estalando como uma bomba no meio das intrigas domésticas, veio dar-lhes dolorosa diversão no momento em que elas, refervendo no mais alto grau de ebulição, reclamavam forçosamente um desenlace qualquer.

Aquela morte não podia senão prolongar tão melindrosa e deplorável situação, pondo nas mãos de Leôncio toda a fortuna paterna, e desatando as últimas peias que ainda o tolhiam na expansão de seus abomináveis instintos.

Leôncio e Malvina estiveram de nojo encerrados em casa por alguns dias, durante os quais parece que deram tréguas aos arrufos e despeitos recíprocos. Henrique, que queria absolutamente partir no dia seguinte, cedendo enfim aos rogos e instâncias de Malvina, consentiu em ficar-lhe fazendo companhia durante os dias de nojo.

A escrava Isaura, Cap. 8


Alphonsus de Guimaraens (Afonso Henrique da Costa Guimarães) foi importante poeta simbolista brasileiro. Sua poesia é marcadamente mística e envolvida com religiosidade católica. Seus sonetos apresentam uma estrutura clássica, e são profundamente religiosos e sensíveis na medida em que explora o sentido da morte, do amor impossível, da solidão e da inadaptação ao mundo.

Suas obras: Setenário das Dores de Nossa Senhora, poesia (1899); Câmara Ardente, poesia (1899); Dona Mística, poesia (1899); Kyriale, poesia (1902); Mendigos, prosa (1920).

 Obras póstumas: Pastoral aos crentes; Escada de Jacó; Pulvis; Salmos; Poesias; Jesus; Alphonsos.


Seu célebre poema Ismália está reproduzido na Estação Paraíso do Metrô, em São Paulo:

Reprodução. Fonte: https://deskgram.ne


Reprodução: Paulo Leminski, Vida, Cia. das Letras, 2013, p. 66


João Alphonsus (João Alphonsus de Guimaraens) era o terceiro filho do Alphonsus de Guimaraens. Foi um dos nomes importantes do Modernismo e contemporâneo de Carlos Drummond de Andrade, Emílio Moura, Pedro Nava e outros que foram seus amigos no Diário de Minas.

Suas obras: 1931 - Galinha cega; 1934 - Totônio Pacheco; 1938 - Rola-Moça; 1942 - Pesca da Baleia; 1943 - Eis a noite!


 GALINHA CEGA

Na manhã sadia, o homem de barbas poentas, entronado na carrocinha, aspirou forte. O ar passava lhe dobrando o bigode ríspido como a um milharal. Berrou arrastadamente o pregão molengo:

– Frangos BONS E BARATOS!

Com as cabeças de mártires obscuros enfiadas na tela de arame os bichos piavam num protesto. Não eram bons. Nem mesmo baratos. Queriam apenas que os soltassem. Que lhes devolvessem o direito de continuar ciscando no terreiro amplo e longe.

– Psiu!

Foi o cavalo que ouviu e estacou, enquanto o seu dono terminava o pregão. Um bruto homem de barbas brancas na porta de um barracão chamava o vendedor cavando o ar com o braço enorme.

Quanto? Tanto. Mas puseram-se a discutir exaustivamente os preços.

Não queriam por nada chegar a um acordo. O vendedor era macio. O comprador brusco.

– Olhe esta franguinha branca. Então não vale?

– Está gordota… E que bonitos olhos ela tem. Pretotes… Vá lá!

.................

Galinha cega - conto


Alphonsus de Guimarães Filho poeta e jornalista, cuja obra é situada pela crítica como integrante da terceira geração do Modernismo. Seu primeiro livro de poesias: Lume de estrelas, lançado em 1940, recebeu o Prêmio de Literatura da Fundação Graça Aranha e Prêmio Olavo Bilac da Academia Brasileira de Letras. O título do livro deu nome a uma rua da cidade do Rio de Janeiro, no Méier, em 1976.

O Irmão recebeu o Prêmio Manuel Bandeira, do Jornal de Letras, Rio de Janeiro. Absurda Fábula, o prêmio Luísa Cláudio de Souza, do Pen Clube do Brasil; Água do Tempo, o prêmio Literário Nacional; Nó, o prêmio Jabuti, da Câmra Brasileira do Livro; e O Mito e o Criador, o prêmio de poesia Cidade de Belo Horizonte, da prefeitura dessa Capital.

Pertenceu à Academia Mineira de Letras.


Mário de Andrade e jovens mineiros em 1944; Mário está ao centro, em primeiro plano; ao fundo, atrás dele, Alphonsus de Guimaraens Filho.

Belo Horizonte, 1944: Acima, Hélio Pellegrino, 
Alphonsus de Guimaraens Filho, Otto Lara Resende e Alexandre Drummond.
Embaixo: Oscar Mendes, Mário de Andrade e João Etienne Filho. 
(Reprodução: Arquivo Otto Lara Resende/Instituto Moreira Salles)

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POEMA SONHADO - Para Hymirene

Se não for pela poesia, como crer na eternidade?

Os ossos da noite doem nos mortos.

A chuva molha cidades que não existem.

O silêncio punge em cada ser acordado pelos cães invisíveis do assombro.

Os ossos da noite doem nos vivos.

A escuridão lateja como um seio.

E uma voz (de onde vem?) repete incessante, incessantemente:

Se não for pela poesia, como crer na eternidade?


Segundo conta Afonso Henriques Neto, filho de Alphonsus de Guimaraens Filho, sua mãe Hymirene acordou um dia no meio da noite com o marido (Alphonsus Filho) sonhando em voz alta, balbuciando algo incompreensível, mas que ela entendeu ser um verso-indagação, que acabou anotando e mostrou a ele no dia seguinte.

Este era o verso: Se não for pela poesia, como crer na eternidade? A partir desse verso foi que Alphonsus escreveu o poema acima.

Suplemento Literário de Minas Gerais - Edição Especial - Maio 2018, p. 29


Afonso Henriques, Neto (Afonso Henriques de Guimaraens Neto) é poeta,  advogado, formado pela UNB/Brasília (1976) e professor associado do Instituto de Arte e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense desde 1976. Obteve o título de Doutor em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1997.

 Publicou: O misterioso ladrão de Tenerife (co-autoria com Eudoro Augusto), 1972; Restos & estrelas & fraturas, edição independente, 1975; Ossos do paraíso, 1981; Tudo nenhum, 1985); Avenida Eros, 1992; Piano mudo, 1992); Abismo com violinos, 1995); Eles devem ter visto o caos, 1998); Ser infinitas.palavras, 2001); Cidade vertigem, 2005. 


TEXTO

Oh espina clavada em el hueso/Hasta que se oxiden los planetas!

(Federico García Lorca)

O texto, escura escama, pesadelo de eternidade,

Máscara densa do universo vomitando.

 O texto, mas não a energia que o pensou,

Interrogando a simultaneidade absoluta.

Há uma esperança nas ruas, nas pedras, no acaso

de tudo,uma esperança, uma forma suspensa

entre o aparente e a essência, entre o que vemos

e a substância, uma esperança, uma certeza talvez

de que o rio não se dissolva no mar, de que

o ínfimo, o precário, a voz, a sombra,

o estalar das carnes na explosão

não se dispersem no todo, impensável medusa da inexistência.

Há uma luz qualquer sonhando integração, o suposto

destino dos ventos, das energias globais, a suposta

sabedoria com o que homem fecundou a crosta

envenenada do planeta, há uma luz qualquer

ensaiando águas pensadas no eterno esvair-se,

abstrato expansionário, há uns olhos além

da frágil realidade, da terrível matança, a

cruel carnificina entre seres pestilentos aquém

da fronteira do sonho, um texto além do texto,

uma esperança talvez, enquanto somo e nos cumprimos,

enquanto somos e nos oxidamos, enquanto

somos e prosseguimos.

         (do livro O misterioso ladrão de Tenerife)

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Autores lambarienses e sul-mineiros e obras sobre Águas Virtuosas

Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia.

Leon Tolstói


Penso que clubes de leitura podem eleger obras quaisquer, literárias ou não, ou ter uma finalidade específica: um autor e sua obra, ou ainda temática determinada, desde que atenda interesse do grupo.

Como também podem focar, no caso deste recém-criado CLÊ, autores lambarienses e sul-mineiros e obras sobre Águas Virtuosas de Lambari ou sobre o Circuito das Águas, por exemplos.

No site GUIMAGUINHAS, na Seção Literatura de Aguinhas (aqui), estão posts sobre escritores e poetas nascidos e/ou ligados a Águas Virtuosas de Lambari, e assim também de autores/obras que se referem à cidade.

Entre eles estão os da família Lisboa: Henriqueta, Alaíde, José Carlos, Ana Elisa Gregori, Edmar Bacha.

E os da família Rodrigues: José Benedito, Luiz Oswaldo (LOR) e Ernesto.

E aqueles que escreveram sobre a cidade: José Nicolau Mileo, Armindo Martins, João Carrozzo, Paulo Roberto Viola.

Estão também poetas e autores como: José Machado Sobrinho, Sônia Gorgulho, Francisco Biaso, Jorge Lemos.

Recorde-se ainda alguns outros importantes escritores nascidos no Sul do Estado e/ou que escreveram sobre temática regional sul-mineira:

  • Murilo Rubião, de Carmo de Minas
  • Martha Antiero, de Cambuquira
  • Godofredo Rangel, de Três Corações

E, por fim, há por aqui no Sul das Gerais um grande número de autores novos ou pouco conhecidos que um projeto como o CLÊ pode descobrir e incluir na agenda de leitura.

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Referências

  • Alphonsus de Guimaraens - Melhores Poemas - Seleção Alphonsus de Guimaraens Filho - São Paulo : Global, 1a. edição digital, 2013
  • Alphonsus de Guimaraens Filho - O centenário de um poeta - In Suplemento Literário de Minas Gerais - Edição Especial - Belo Horizonte, MG - Maio/2018
  • Exílio - o lago das incertezas - Lucas Guimaraens - Belo Horizonte : Relicário Edições, 2018
  • O oratório poético de Alphonsus de Guimaraens - Uma leitura do Setenário das Dores de Nossa Senhora - Eduardo Horta Nassif Veras - Belo Horizonte : Relicário Edições, 2016
  • Galinha cega - João Alphonsus - In Os cem melhores contos brasileiros do século - Italo Moriconi (seleção) - Rio de Janeiro : Objetiva, 2001
  • https://www.facebook.com/opoligonosulmineirodolivro/ 
  • https://www.facebook.com/estacaomercadodolivro/
  • www.academia.org.br
  • www.academiamineiradeletras.org.br
  • Wikipedia
  • Youtube
  • www.algumapoesia.com.br
  • www.rascunho.com.br
  • Dicionário Michaelis/UOL
  • Acervo de fotos e livros deste autor

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Publicado por Guimaguinhas em 26/09/2018 às 09h08
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Os Curadores do Senhor R$20,00
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Menino-Serelepe R$20,00
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