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EVANGELHO E ESPIRITISMO (6) Doenças do corpo e da alma

Perguntei-lhe, então, a razão por que nem todos se curam.

– Por que o Apóstolo dos Gentios não curou Trófimo?– ele,
olhando ao longe, devolveu a pergunta. E depois disse:

– Talvez devêssemos refletir sobre esse passo do Cristianismo
Primitivo antes de tentar responder uma tal questão.


(Diálogo de entre Paulus/Abengoza e Cezarino/Adelfo*, num trecho do livro OS CURADORES DO SENHOR)

Do livro Os Curadores do Senhor, lançado neste mês de julho, (aqui), já transcrevemos aqui neste espaço virtual uma cena em que o personagem Paulus, que é o espírito-médico que realiza operações espirituais através da médium protagonista do romance, narra como se deu sua conversão aos trabalhos do Senhor. Veja aqui.

Vejamos agora outra cena, aquela em que o personagem Paulus/Dr. Pablo Abengoza* responde à seguinte indagação de Cezarino/Adelfo*, personagem que representa o pesquisador de fenômenos psíquicos. Pergunta Cezarino:

— Que há mais aqui – doenças do corpo ou da alma?


Segue, então, longo e esclarecedor diálogo, de caráter Evangélico-espírita, que transcrevemos abaixo, para reflexão de quantos de nós acreditamos nos Poderes Curadores do Cristo e de seus emissários, no Amor ao Próximo e na Vida Espiritual Futura.

Antônio Carlos Guimarães - Guima

Responde, então, Paulus, o espírito-médico:

– Certamente não haveria doenças no corpo ou distúrbios na mente, se não os houvesse na Alma, é lição basilar nos domínios da Vida Infinita. E você já terá sabido que não há doenças e sim doentes, que todos os vícios – ou virtudes – são do Espírito e não do corpo. Disso sucede que não há cura, pois o que ocorre, a rigor, é um processo de autocura.
 
Com efeito, Adelfo – me permita chamá-lo assim outra vez, pois eu preciso confirmar a mim mesmo que já o perdoei – Jesus costumava perguntar: Que queres que eu te faça?[1] Ou, ainda: Queres ficar são? [2] – porque sabia que a cura depende da individualidade. Nem mesmo o Divino Curador sararia alguém que não quisesse curar a si mesmo! O doente tem de se envolver no processo de sua cura, como se fora “médico de si mesmo”, pois, verdadeiramente, Deus, os Espíritos ou qualquer curador não realizam a cura, o que fazem é reforçar ou suplementar na individualidade sua capacidade de autocurar-se. O que muita vez se esquece, ou não se compreende, é que o doente é um Espírito – e os Espíritos são deuses [3]que podem “automedicar-se”, valorizando as próprias energias nos processos saneadores e curativos da alma.
 
Em suma, cada um de nós pode decidir pela saúde ou pela enfermidade, pelo equilíbrio ou pela perturbação, ou como Salomão um dia expressou:
 
O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos. [4]
 
Adelfo, a verdade há de se revelar em toda parte, é só uma questão de tempo, de evolução. Assim, os conceitos multimilenares de alma sã em corpo são e de que o homem é um ser trino – Espírito, perispírito e corpo – os quais o Espiritismo comprovou e que a medicina da Terra ainda reluta tanto em aceitar, bem como os fatores perispirituais, mentais e emocionais na produção tanto da doença como da cura, que decorrem daquela assertiva, mais dia menos dia vão se tornar lições tão elementares, verdades tão patentes que nem vão constar dos currículos das escolas médicas. 
 
E, no entanto, esse conhecimento é tão velho! 
 
Recorde-se que Allan Kardec transcreveu um pensamento de Sócrates, que dizia:
 
Se os médicos fracassam na maior parte das doenças, é porque tratam do corpo sem alma, e porque, se o todo não se encontra em bom estado, é impossível que a parte esteja bem. [5]
 
E o Codificador esclareceu que é o Espiritismo que vem oferecer a chave das relações entre a alma e o corpo, e que o homem fracassará menos somente quando levar em conta a ação do elemento espiritual na economia orgânica.
 
Perguntei-lhe, então, a razão por que nem todos se curam.
 
– Por que o Apóstolo dos Gentios não curou Trófimo? [6]  ele, olhando ao longe, devolveu a pergunta. E depois disse:
 
– Talvez devêssemos refletir sobre esse passo do Cristianismo Primitivo antes de tentar responder uma tal questão. 
 
Ora, Paulo realizara “milagres” por onde passou – Chipre, Icônio, Listra, Filipos, Corinto, Malta...[7] Em Trôade ressuscitara um menino. [8] Em Éfeso, estranhos tocaram suas vestes e se curaram [9], e, no entanto, ele não curou seu amigo, colaborador e companheiro de viagens! 
 
E acresça que o apóstolo estava envelhecido e necessitando da ajuda de Trófimo para cumprir a derradeira jornada [10], pois que só Lucas estava com ele! [11] 
 
E mesmo assim ele não curou Trófimo! Por quê?
 
Deixou a pergunta no ar, parou por uns instantes, pareceu que meditasse, seus olhos umedeceram, e prosseguiu:
 
– Como já dissemos, as imperfeições, as deficiências são da alma e nesta é que estão as causas das enfermidades, que em resumo decorrem de desequilíbrios energéticos, que se registram no corpo espirituala que a própria individualidade deu – ou dá – causa. Porque as causas podem estar no presente, mas podem ter vindo do passado. Nessa perspectiva, somos frutos daquilo que semeamos [12] alhures, nas longas jornadas reencarnatórias do processo evolutivo. E o que semeamos – nossos atos e pensamentos – refletem-se no perispírito, podendo trazer-lhe benefícios ou lesá-lo. Nesse último caso, tornam-se matrizes energéticas de perturbações, doenças, dores e sofrimentos morais. E se a geratriz dos males está em nosso interior, é preciso antes limpá-lo, para que a cura se processe. [13] Ou seja: É preciso mudar pensamentos, mudar hábitos, pensar e agir no Bem, para que o processo de cura se instale.
 
E, além do fator inescapável da fé [14], em muitos casos, a cura pode decorrer de méritos pessoais do doente, do seu esforço sincero em espiritualizar-se, em renovar-se segundo o preceito do Cristo: Vá e não peques mais! [15] Por outro lado, ainda, é necessário que haja uma adequada conjugação energética enfermo-médium, e que esses se encontrem propícios à cura.
 
E, finalmente, Adelfo, não raras vezes, a cura pode ser a doença, conforme Allan Kardec já anotou em O Livro dos Médiuns. [16] E nesse caso, devemos interpretar a enfermidade, entendê-la, buscar suas causas profundas e tantas vezes longínquas. Será preciso ouvir o que a doença quer nos dizer...
 

Acima dessa verdade geral e dos fundamentos que já te expus anteriormente, há que considerar ainda certos imprevistos ou acidentes de jornada, provações decorrentes de contingências materiais do próprio planeta, riscos naturais de se viver num mundo material inferior (erros e deficiências médicos, epidemias).
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Apresentação PPT

Veja uma Apresentação PowerPoint deste tema (aqui)

[5] Nota do Editor: O Evangelho segundo o Espiritismo – Introdução – Resumo da Doutrina de Sócrates e Platão, XIX.
[6] Nota do Editor: Erasto ficou em Corinto, e deixei Trófimo doente em Mileto. (Paulo, II Timóteo 4,20)
[7] Atos 15,12; 19;11; 28,9        
[8] Atos 20,9-12
[9] Atos 19,12
[10] II Timóteo 4,6-8
[11] II Timóteo 4,10-12
[12] Gálatas 6,7
[13] Mateus 23, 26.
[14] Mateus 8,13; 9,29. Marcos 10,52
[15] João 5,14; 8,11.
[16] Nota do Editor: Capítulo XIV – Dos Médiuns – n ° 175 - Médiuns curadores.

Índice da Série EVANGELHO E ESPIRITISMO

Para acessr o índice acima, clique aqui

(*) No romance OS CURADORES DO SENHOR, o espírito Paulus vem a ser, em futura reencarnação, o médido espanhol Pablo Torre Abengoza. E o espírito Adelfo, o médico e pesquisador Odamil Cezarino. Daí: Paulus/Pablo Abengoza e Cezarino/Adelfo.
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(*) Ilustração de abertura: Jesus curando (Fonte: lavistachurchofchrist.org/Pictures)

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Enviado por Guimaguinhas em 31/07/2014
Alterado em 16/02/2016
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