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02/09/2014 12h00
MEMÓRIAS DE AGUINHAS - A Praça da Fonte Luminosa

Antes de começar, registro aqui meu carinho e
gratidão para com Celeste Emília,
que me ajudou a tirar essa tarefa
(e muitas outras, também), recordando
que cumpri as promessas que fiz,
aos dezoito anos, no primeiro dia de
namoro, no banco da Fonte, como
a de me casar com ela e escrever
um livro sobre os causos e modos
da parentalha, que é este.

(Prefácio do livro MENINO-SERELEPE*, em que o autor agradece sua esposa, recordando que começaram o namoro no "banco da Fonte")


Introdução

Praça da Liberdade e Praça da Fonte Luminosa são alguns dos nomes por que já foi chamada a atual Praça João de Almeida Lisboa, no centro de Lambari (MG).

O primeiro nome, provavelmente, uma referência a Belo Horizonte, cidade na qual Américo Werneck exerceu o cargo de prefeito, por alguns meses, antes de assumir a prefeitura de Águas Virtuosas (aqui), e o segundo, em razão da Fonte Luminosa lá construída no final dos anos 1940.

Neste post, vamos recordar um pouco de sua história.


Importante cenário de eventos políticos

Na Praça João de Almeida Lisboa localizam-se alguns símbolos da memória política de Lambari, como a fonte luminosa (obra do prefeito Hélio Salles [1947/1951]), o busto de Juscelino Kubistchek (inaugurado pelo próprio, nos anos 1950) e o busto de Américo Werneck (inagurado em 1955, com discurso de Gustavo Barroso, escritor, membro da ABL, que frequentava Lambari e aqui possuía propriedade na Volta do Lago). E foi em frente a essa praça que também foi lançado, nos anos 1960, o primeiro poste de concreto de iluminação, que veio a substituir o antigo poste de ferro.


Um discurso famoso

Conta-se, também, que no início dos anos 1950, numa disputa política entre os grupos ligados a Hélio Salles e João Lisboa, houve uma suposta ameaça de depredação à Fonte Luminosa. Por essa época, os oradores se sucediam nos altos-falantes, montados na Praça João de Almeida Lisboa, e a nossa memória política assinala que um deles proclamava vibrantemente: Não, não e não! A Fonte Luminosa não será destruída! 

E de fato nada ocorreu, senão os ânimos políticos exaltados das primeiras eleições diretas realizadas em nosso município...


Anos 1950: Juscelino Kubitschek participa da inauguração de busto em sua homenagem


Gustavo Barroso discursa na inauguração do busto de Américo Werneck


Políticos e cidadãos observam o primeiro poste de cimento da nova iluminação pública (anos 1960).


Postais

Praça no início dos anos 1900, com um coreto de sapê, ao centro

Praça nos anos 1920, com um coreto de alvenaria, ao centro

Praça anos 1950/60, com a fonte luminosa, os postes de ferro e a iluminação das ruas ao centro.


Quem foi João de Almeida Lisboa

(*) João de Almeida Lisboa Júnior, farmacêutico licenciado, nasceu em Macaé (RJ) em 1870 e faleceu em Belo Horizonte em 1947. Chegou a Águas Virtuosas em 1890 e ingressou na política local, então chefiada por Garção Stockler, João Bráulio Júnior e Américo Werneck. Tornou-se proprietário da Pharmácia da Empresa e foi vereador em Águas Virtuosas e presidente da Câmara Municipal, quando esta foi instalada em 1902. Deputado estadual e Presidente da Assembléia do Estado, por diversas legislaturas, e também deputado federal em 1924 até 1930, quando irrompeu a revolução de 1930. Seu nome se liga também a Lambari como chefe de ilustre família, cujos filhos, todos lambarienses, brilharam nos diferentes campos da inteligência, elevando e dignificando Lambari. (In MILEO, José N. Ruas de Lambari. Guaratinguetá, SP : Graficávila, 1970, págs. 27/28.)

Veja também:

  • Henriqueta e Alaíde Lisboa, filhas ilustres de Lambari (aqui)
  • Pharmácia da Empresa (aqui)

Fotos: Museu Américo Werneck  e coletânea de postais do autor.


  (*) Menino-Serelepe - Um antigo menino levado contando vantagem é um livro de memórias de Antônio Lobo Guimarães, pseudônimo com que Antônio Carlos Guimarães (Guima, de Aguinhas) assina a coletânea HISTÓRIAS DE ÁGUINHAS. V. na abertura do site o tópico Livros à Venda. 


 


Publicado por Guimaguinhas em 02/09/2014 às 12h00
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