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13/05/2016 19h32
MEMÓRIAS DE AGUINHAS - As Congadas de Lambari

Ilustração: Título da reportagem sobre nossas Congadas, publicada na Revista Geográfica Universal, de maio/1979


SUMÁRIO


Introdução

Sobre nossas tradicionais congadas, já postamos no GUIMAGUINHAS estes textos:

  • Recordações de um terno de Congadas (aqui) e
  • Congadas de antigamente (aqui)
  • As Congadas (aqui)

Neste post, vamos recordar uma reportagem sobre as Congadas de Lambari, feita em 1979, com texto de Antônio Callado de Paiva e fotos de Carlos Humberto Toc, divulgada na Revista Geográfica Universal de maio daquele ano.

Vamos lá.

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Capa da Revista Geográfica Universal, de maio de 1979, que trouxe a reportagem: As Congadas de Lambari (aqui)

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Flagrante de nossas Congadas (Fonte: Foto Sabiá)

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As Congadas de Lambari

Entrevistando personagens históricos de nossas Congadas — como José Vicente, José Marques e Zé de Souza, todos herdeiros das tradições de Joaquim Baiano —, a reportagem busca as origens dos festejos no folclorista Luís da Câmara Cascudo e constata que as Congadas de Lambari "adquiriram um aspecto puramente regional, muito provavelmente devido à concepção de cada chefe de terno, no que diz respeito à interpretação da estrutura dos festejos".


Zé Marques, Zé Vicente, Zé de Sousa e Neném Lucas

(Reprodução - Revista Geográfica Universal - maio de 1979)


Os autores da reportagem entrevistaram e fotografaram os encarregados dos preparativos dos festejos: a confecção e retoque das roupas, a revisão e manutenção dos instrumentos, o preparo das comidas, que são consumidas pelos participantes e também vendidas para angariar fundos para a manutenção dos ternos.

Comentam também o autores que os santos homenageados pelos ternos são aqueles tradicionalmente tidos como protetores dos negros: São Benedito, N. S. Aparecida, N. S. do Rosário e Santa Efigênia. Mas há também nas cantorias a evocação de entidades ligadas aos ritos africanos, como o Preto-Velho e Iemanjá (a rainha do mar).

A seguir, detalham o ritual dos ternos: suas danças, movimentos, evolução, as músicas e o trajeto que percorrem na cidade: Saída do bairro Campinho, visita à Igreja de São Benedito, ao Morro do Cruzeiro, à Igreja Matriz de N. S. da Saúde.

E destaca também os estribilhos das músicas mais tocadas, como estes:

  • Quede, quede, quede o Capitão-General / Quero que me dá licença pra começar a Embaixada.
  • Passear na rua, por mandado de papai / Com a Senhora do Rosário, São Benedito também vai.
  • Pra não fechá congo / Meu pai não mandou fechá / Pra não fechá congo / Mamãe, sereia do mar
  • Adeus, adeus, que nós já vamo embora / Com a benção de Deus e de Nossa Senhora.
  • Imperador, ô, Imperador / Treze de Maio demorou, mas já chegou. (1)

(1) Sobre a origem dessa última música, intitulada Princesa Isabel, de autoria de Fernando Dias, veja (aqui)

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Fotos

Dona Lisinha, esposa de José de Souza, e Sílvia, esposa de Neném Lucas, no preparo do doce de abóbora

(Reprodução - Revista Geográfica Universal - maio de 1979)

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(1) O Imperador Ismal e a Imperatriz Vanilda                       (2) Um terno em evolução

(Reprodução - Revista Geográfica Universal - maio de 1979)

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Referências

  • Foto Sabiá - Lambari
  • Revista Geográfica Universal - maio de 1979
    • Texto de Antônio Callado de Paiva
    • Fotos de Carlos Humberto Toc

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Publicado por Guimaguinhas em 13/05/2016 às 19h32
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